
Oskar Pietuszewski tem um golo e uma assistência pelo FC Porto
Miguel Pereira
Contratações de inverno dos dragões dispensaram período de adaptação e já fazem a diferença, oferecendo vitórias. Pietuszewski soma um golo, uma assistência e um penálti sofrido, Moffi estreou-se a faturar, Fofona marcou ao Sporting e ganhou penálti decisivo. Thiago Silva dá experiência e liderança.
O FC Porto reforçou-se no mercado de inverno com quatro jogadores, para todos os setores, exceto a baliza, numa tentativa de equilibrar as opções à disposição de Francesco Farioli. Foram ajustes cirúrgicos numa janela de transferências sempre complicado em que um dos maiores desafios técnicos é a falta de tempo de adaptação. O jogador chega sem pré-época e tem de render num sistema tático já consolidado, mas a verdade é que as quatro "caras novas" dos dragões não precisaram de muito para fazerem a diferença e serem decisivos. Oskar Pietuszewski já marcou, assistiu e ganhou um penálti, Fofona faturou e sofreu uma grande penalidade, Moffi já acrescentou o seu nome à lista de artilheiros. Só Thiago Silva não desequilibrou na frente, mas também não é esse o seu papel. Costuma dizer-se que uma coisa é ter contratações e outra é ter reforços, o FC Porto parece ter acertado.
Por partes. O central brasileiro foi o primeiro a chegar, logo a abrir o ano, para colmatar a baixa provocada pela grave lesão de Nehuén Pérez e acrescentar experiência e liderança ao setor defensivo. Já foi utilizado em seis jogos (457 minutos), estreando-se em grande logo no clássico com o Benfica da Taça de Portugal. Entretanto teve um problema num joelho e foi obrigado a parar.
Segue-se, em utilização Oskar Pietuszewski, com 236' divididos também por seis jogos (os três últimos como titular). Ainda que tenha sido contratado mais a pensar no futuro, o jovem de 17 anos causou impacto logo na primeira vez em que saiu do banco, conquistando um penálti em Guimarães que permitiu a Alan Varela marcar o único golo da partida, já depois de Samu ter perdido outro castigo máximo. Mais recentemente, Oskar assistiu Froholdt para o golo da vitória com o Rio Ave e na sexta-feira estreou-se ele a marcar - a passe do dinamarquês -, entrando para a história. Passou a ser o estrangeiro mais jovem de sempre a jogar e a marcar pelos portistas. Além disso, fez o golo mais rápido de sempre no Dragão, aos 13 segundos.
Fofana ainda só tem 73' em quatro partidas, mas também não podia ter pedido melhor estreia. Entrou para a meia-hora final do clássico com o Sporting e marcou. Só não valeu os três pontos porque os leões chegariam ao empate no último lance da partida. Com o Arouca, o franco-marfinês voltou a ser decisivo, saindo do banco para sofrer uma falta dentro da área que William Gomes converteria no 2-1.
Finalmente, Moffi. Foi o último a chegar à Invicta, já perto do final do mercado, e ainda está à procura da melhor condição física, visto que estava parado desde novembro. Mesmo assim, já deixou a sua marca, fechando as contas frente aos arouquenses, "reclamando" mais minutos nas próximas batalhas. Em Alvalade ainda deverá ser cedo para uma titularidade, mas no clássico seguinte, com o Benfica, já estará mais capaz de assumir as responsabilidades no ataque azul e branco.
Uma equipa democrática no golo
"O tempo está a mostrar que todos têm um papel importante". A frase é de Francesco Farioli após o triunfo sobre o Arouca em que três reforços de inverno foram decisivos: Oskar abriu as contas, Moffi fechou-as e pelo meio Fofana sofreu o penálti que deu o 2-1. Feitas as contas percebe-se que há uma verdadeira democracia no Dragão: são já 19 os jogadores do FC Porto que marcaram esta temporada, ultrapassando já o registo de 2024/25, em que "apenas" 18 portistas fizeram balançar as redes. Só Samu (20), lesionado e de fora para o resto da campanha, chegou aos dois dígitos nos golos. William tem nove e é o segundo melhor marcador da equipa.

