"Quando ouço o hino fico todo arrepiado, porque há memórias do Mundial sub-20"

Luís Ribeiro, titular há duas jornadas na baliza dos amorenses, reencontra o Estoril na sexta-feira. O confronto da Taça de Portugal marca o reencontro do guarda-redes, de 30 anos, com os canarinhos, clube pelo qual se estreou no escalão principal há cinco temporadas.
O sorteio da Taça de Portugal proporcionou a Luís Ribeiro um reencontro muito especial. O guarda-redes, de 30 anos, agora ao serviço do Amora, vai defrontar o emblema onde se estreou na Liga Bwin. "Tenho um carinho muito especial pelo Estoril", recorda Luís Ribeiro.
Ao olhar para este jogo, o guardião garante estar relaxado e a fazer uma semana de trabalho dentro do habitual, como se se tratasse de um desafio da Liga 3. Naturalmente que o Estoril exige outro tipo de cuidados, até pela diferença de escalões em que se encontra.
"Sabemos que vamos jogar contra uma equipa que está na I Liga", reforça, sobre a dificuldade do compromisso. Titular há dois jogos pela formação do Amora, a estreia deu-se, curiosamente, num compromisso da Taça de Portugal, frente ao Vila Caiz, e Luís Ribeiro tem expectativas de continuar entre os postes, na sexta-feira.
A decisão de jogar no Amora, equipa que milita na Liga 3, deveu-se, em grande medida, ao projeto apresentado e ao grande esforço realizado nesse sentido por parte do clube. "A vontade que eles tiveram de me contratar também foi muito importante na minha decisão", aponta o guarda-redes, salientando que tem de trabalhar para responder com o seu "melhor à "confiança" que os responsáveis do clube seixalense depositaram nas suas qualidades.
A sua maior referência no futebol é o mítico Buffon, internacional italiano, mas Rui Patrício, com quem partilhou o balneário do Sporting, em 2014/15, também lhe merece um lugar especial. "É uma pessoa cinco estrelas, muito humilde e trabalhador. Ajuda quando é preciso e deu-me alguns conselhos ao nível tático", destacou.
O Amora é, agora, o seu "foco" e pretende "ajudar o clube a elevar-se ao mais alto nível", remata o guarda-redes.
Mundial sub-20 "foi ponto alto"
O guarda-redes do Amora recordou a experiência de ter disputado o Mundial de sub-20, na Colômbia, em 2011, onde a seleção das quinas perdeu a final frente ao Brasil, por 3-2. "Foi um dos meus pontos altos poder representar o meu país. Acho que qualquer jogador sonha em poder representar a seleção", conta.
Na época a representar os juniores do Sporting, Luís Ribeiro revela que ainda hoje se emociona quando ouve "A Portuguesa". "Hoje em dia, mesmo em casa, quando ouço o Hino Nacional fico todo arrepiado porque há memórias", relembra, acrescentando ter memórias de "quando lá estava" a cantar.
