
Avançado viseense dominou, mas foi preciso desempatar algumas posições, o que comprova o talento que há no segundo escalão
André Clóvis, avançado do Ac. Viseu, foi eleito melhor jogador da II Liga pelos treinadores, repetindo uma distinção que já conquistara em 2022, e encabeça o ataque do onze do ano, que na realidade podia ser um 14 do ano, considerando que houve empates que foi preciso desfazer. A base de tudo foram os votos dos 18 técnicos, convidados por O JOGO a formatarem um onze sem jogadores da equipa que comandam e em que, além do guarda-redes, deveria obedecer à regra de ter quatro defesas, três médios e três atacantes. Ainda que a eleição se reporte ao ano civil de 2025, os escolhidos teriam de integrar a atual edição da II Liga.
Na baliza, Samu, do Marítimo, foi um dos principais pontos de consenso entre os técnicos, com 13 votos arrecadados. O guardião venceu o prémio de guarda-redes do mês por três vezes consecutivas (setembro, outubro e novembro). Na linha defensiva, houve o primeiro foco de divergência: José Silva, do Sporting B, acabou por tirar o lugar a Ítalo, do Vizela, apesar de ambos apresentarem o mesmo número de votos. O critério seguido foi escolher o jogador com mais minutos, porque um onze do ano tem sempre o parâmetro da regularidade como orientação. O jovem português leva uma vantagem tangencial: tem mais 38 minutos do que o brasileiro. No meio-campo, Morschel e Messeguem recolheram votos para melhor jogador, com este último a fazer do Académico de Viseu a equipa com mais presenças neste onze: três.
O maritimista Carlos Daniel é o "suplente" de luxo, assim como o companheiro Simo Bouzaidi, que poderia ter integrado o ataque. Aqui, Clóvis foi rei, arrecadando 16 dos 17 votos possíveis. O avançado está bem acompanhado por Álvaro Zamora e pelo imprescindível Juan Muñoz, do U. Leiria, que, apesar de também ser ponta-de-lança, acabou por ser encostado à direita, para que o brasileiro brilhasse na frente.
Suplentes de luxo
Ítalo
Vizela
Também recolheu três votos para a posição de lateral-direito.
Carlos Daniel
Marítimo
Só perdeu nos minutos para Messeguem e Moukhliss no miolo.
Simo Bouzaidi
Marítimo
Teve cinco votos e foi arrumado pela polivalência de Muñoz.
Melhor jogador
O melhor jogador da II Liga é também o melhor marcador da competição: André Clóvis destaca-se com 12 golos em 16 jogos. O avançado repete a proeza conquistada há três anos, quando também esmagou a concorrência. Este ano, o brasileiro arrecadou 16 votos em 17 possíveis para o onze ideal (apenas Nuno Silva, do Vizela, não votou nele) e ainda 11 para melhor jogador. Com 28 anos, já foi nomeado como jogador do mês da II Liga por duas vezes consecutivas (outubro e novembro), impulsionando o Académico de Viseu para o terceiro lugar da competição.
Jogador revelação
Martín Tejón chegou apenas no início desta época ao Marítimo, proveniente do Valência, porém, após 17 jogos com a camisola verde-rubra, os treinadores da II Liga já não têm dúvidas de que estamos perante um diamante em bruto. O extremo espanhol tem apenas 21 anos, mas, com o número 10 nas costas, já se tornou num titular indiscutível dos madeirenses, tendo apontado três golos e feito uma assistência até ao momento. O Jogador Revelação deste ano tem sido uma das peças fundamentais da equipa que ocupa o primeiro lugar da II Liga.
Desempate: minutos como critério
Nos casos de empate, o critério adotado foi o dos minutos de utilização. No caso, ter mais minutos seria favorável na disputa, porque um onze do ano tem muito de produtividade, e essa sobressai quando se faz muito em pouco tempo, mas assenta sobretudo na regularidade, traduzida, em parte, pelo número de jogos e minutos. Subjetivo, sim, mas um critério.
Bês dos leões em destaque
Apesar de nenhum jogador do Sporting B ter sido o "Jogador Revelação", os jovens leoninos foram os que mais nomeações tiveram para a distinção, registando seis jogadores diferentes com votos. Se juntarmos as votações para o onze do ano, houve um total de nove nomes distintos com votos, um indicador das boas exibições que a equipa de João Gião tem vindo a fazer.
Muñoz é o intruso no onze
Com 30 anos, Juan Muñoz, do U. Leiria, comanda a experiência no onze ideal, que tem uma média de 25,3 anos. O avançado ficou em segundo na votação para melhor jogador e, apesar do lugar de ponta-de-lança estar reservado por Clóvis, os técnicos da II Liga não prescindiram do espanhol, que acabou a deambular por várias zonas do ataque.
Escolhas de Silas prevalecem
Silas deixou o comando do Farense depois de ter participado nesta eleição. O JOGO convidou Pedro Neto, que o substituiu, para também contribuir, se assim o desejasse. Todavia, a decisão do Farense, e do atual técnico, foi manter as escolhas que tinham sido feitas por Silas. Entretanto, ontem. Vítor Martins deixou o Torreense e foi substituído por Luís Tralhão, que sobe dos sub-23.





