
Carlos Carvalhal, treinador do Rio Ave
LUSA
Rio Ave de Carlos Carvalhal tem de vencer a equipa de Vítor Oliveira e chegar ao fim da última jornada da fase de grupos da Taça da Liga com mais golos do que o Portimonense, para chegar à final a quatro e terminar o ano em beleza.
Os dias de chuva intensa não afectam o ânimo treinador do Rio Ave. Carlos Carvalhal tem razões para andar contente: está na zona airosa da classificação da I Liga, nos quartos-de-final da Taça de Portugal e, se vencer o Gil Vicente - como já fez no campeonato - e, se chegar ao fim da fase de grupos da Taça da Liga, com mais golos do que o Portimonense, estará na final four da Taça da Liga. Esse último passo joga-se amanhã, em Vila do Conde. Esta sexta-feira, o treinador prometeu "abordar" este desafio de uma forma "positiva", leia-se com a ambição que tem conduzido a equipa.
Duas palavras definem a estratégia de Carvalhal: ambição e respeito. "O Gil Vicente, desde a primeira hora, fez sempre mudanças na equipa, mas elas não lhe modificaram o cariz. Recordo que o Sporting só conseguiu marcar creio que aos 88", de livre, e com o Portimonense acaba por sofrer o golo no último minuto. Ou seja, foram extremamente competitivos, tanto num jogo como noutro. A nossa intenção é, claramente, tentar vencer o jogo e esperar que possamos estar na final four", lembrou.
Perante esta consistência da equipa orientada por Vítor Oliveira, a chave estará na mentalidade do Rio Ave: "Tenho dito aos jogadores que é para atacar uma competição de cada vez: fomos jogar a Portimão, estávamos no campeonato, vamos acabar o ano em sexto lugar, o que é excelente; quando fomos jogar ao Marinhense foi tentar chegar aos quartos-de-final e já estamos lá, entre as últimas oito equipas em competição na Taça de Portugal, e agora o foco total na Taça da Liga, para tentar chegar à final four. Se o conseguirmos, será um início de ano extremamente positivo, mas é preciso ainda ganhar um jogo e não vai ser um jogo fácil".
Em desvantagem nos critérios de desempate, o Rio Ave terá de marcar mais do que os algarvios, porque, em caso de igualdade, perde na média de idades dos atletas utilizados. No balneário, tudo se resume a ganhar: "Se o Portimonense vencer, temos de vencer por mais um golo do que o Portimonense. É tão claro quanto isso, as contas são fáceis de fazer. Não vamos estar com os ouvidos em Portimão. Já falei com os jogadores, temos um plano para o jogo: tentar, acima de tudo e primeiro, fazer o mais difícil, que é vencer o Gil Vicente. É o mais difícil, porque temos muito respeito e sabemos das dificuldades que vamos encontrar. Esse é o grande objetivo".
