
Ricardo Dias, experiente jogador do Atlético, assume tristeza por não ter alcançado a fase de subida, mas a equipa traça outras metas
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O Atlético atravessa atualmente uma boa fase, com duas vitórias consecutivas a contar para o grupo 1 de permanência na Liga 3. Um momento positivo que não faz esquecer a frustração de não estar na luta pela subida à II Liga. Quem o assume é Ricardo Dias. "Queríamos ter ficado entre os quatro primeiros na fase regular, mas não foi possível. Agora, estamos a trabalhar para garantir a permanência o mais depressa possível", sublinha, em conversa com O JOGO.
Para o experiente médio, que hoje celebra 35 anos, faltou consistência na primeira fase. "Embora se notasse qualidade, fomos uma equipa de altos e baixos", lamenta, garantindo que nunca faltou ambição, e a equipa já está focada no futuro: "Após alguma frustração inicial, o grupo juntou-se para alcançar rapidamente o objetivo que falta".
No entanto, a época também teve aspetos positivos. Um deles aconteceu na quarta eliminatória da Taça de Portugal, em que os lisboetas jogaram um dérbi com o Benfica. Apesar da derrota por 2-0, o clube da Tapadinha deixou uma boa imagem. "Penso que foi especial para todos, mas, por um lado, torna as coisas ainda mais frustrantes. Nesse jogo, contra uma das melhores equipas de Portugal, mostrámos qualidade e jogámos de igual para igual. Quem viu o encontro, provavelmente terá ficado surpreendido por o Atlético não estar a disputar a fase de subida", realça o camisola 18.
Ricardo Dias chegou no último verão a Alcântara, depois de festejar duas subidas consecutivas pelo Alverca (II e I Liga). "Foi um clube que, desde cedo, demonstrou que queria contar comigo. Gostei da confiança e seriedade das pessoas. E o facto de ser em Lisboa também ajudou, porque, nesta fase da minha carreira, quero estar mais perto da família", explicou o médio, que é o mais velho do plantel comandado por Pedro D"Oliveira: "Traz alguma responsabilidade, no sentido que tento ser um exemplo para os mais jovens, de seriedade e trabalho. Vão sempre olhar para mim como um jogador que esteve na I e II Ligas."
Aos 35 anos, o antigo internacional jovem português ainda conta jogar futebol mais algumas épocas. "Enquanto sentir que posso ajudar e for útil à equipa que estiver a representar, vou continuar. Acho que será dentro desse espírito, não tenho propriamente um plano para quando acabar a carreira, creio que é olhar ano a ano e fazer um balanço a cada temporada. Só assim que faz sentido", confidenciou Ricardo Dias.
Da Champions à final do Mundial de sub-20
Ricardo Dias fez formação no FC Porto e chegou mesmo a ser utilizado pelos dragões num jogo da Taça de Portugal, contra o Sertanense. "Fui também convocado para jogos da Champions, o que na altura me deu motivação-extra para a carreira", recorda o médio do Atlético, que também foi vice-campeão mundial de sub-20 em 2011, na Colômbia: "Não havia muita esperança nessa equipa de Portugal, mas éramos muito unidos, trabalhadores e sabíamos que tínhamos qualidade".
