Mourinho lamenta penálti falhado e diz: "A este nível, precisas de jogadores feitos..."

José Mourinho
EPA
Declarações do treinador do Benfica após a derrota (2-0) em casa da Juventus, na sétima ronda da Champions
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Esta exibição do Benfica pedia mais do que esta derrota? "Sem dúvida, mas no futebol ganha quem marca. Há mil exemplos de equipas que fazem pouco para ganhar, mas ganham, e de outras que fazem tanto para ganhar e não ganham. Hoje fazemos um jogo forte, com as nossas limitações, mas nos últimos 20 metros é preciso ser objetivo, 'partir' a baliza, atacá-la com tudo. Nós tivemos algumas grandes oportunidades e outras que considero meias oportunidades, em que chegas a uma zona praticamente de finalização e depois uma decisão a mais, um drible a mais.... Na primeira parte tivemos um período em que essas ocasiões se acumularam e eu comentei no banco, com a minha experiência, que isto estava a pôr-se a jeito para comermos um golo. O banco deles é poderoso, rápido, para transições ajuda muito. Eles metem Chico [Francisco Conceição], Openda, Kostic... gente com muita intensidade e nós obviamente temos um banco diferente, mas os jogadores foram fantásticos no orgulho. Se o penálti entra... São os 'se, se', não entrou. Críticas ao Pavlidis: menos 1 ou 2, para não dizer zero. Ele trabalha incrivelmente para a equipa e escorregou, não tem problema nenhum, mas a equipa precisava de um golo para entrar no jogo outra vez. O Benfica fez por muito mais, mas no pragmatismo do resultado perdemos".
Disse antes do jogo que o Benfica tinha de dar a cara, deu? E também disse que jogadores como Prestianni e Schjelderup estão a crescer: "Sem dúvida que crescem e é por isso que estão a jogar. Mesmo com lesões, tem tido jogo e a equipa está a jogar bem, mas também há dores de crescimento e passa um bocadinho por isso. McKennie apareceu uma vez, sentou o guarda-redes e fez golo. Temos jogadores que crescem, mas a este nível, quando vais com jogadores que crescem, é mais complicado. A este nível precisas de jogadores com corpo inteiro, feitos, com estaleca, mas em termos de darem a cara, com a coragem de assumirem o jogo... Eu disse antes que o jogo ia ser dividido, mas tivemos muito controlo. Deixámos a Juventus em dificuldade, mas uma equipa italiana que começa a ganhar, depois é muito difícil e vi jogadores como Aursnes e Barreiro, que têm jogado cada minuto de cada jogo. Jogam, jogam e vi-os a fazerem uma força extraordinária para fazerem o jogo que fizeram. Falei destes dois, mas podia falar de muitos mais".
Contas complicadas para chegar ao play-off. Como encara o jogo contra o Real Madrid? "Olho de dois modos. O primeiro é que, enquanto não nos disserem matematicamente que nove pontos não chegam, vamos acreditar que podem chegar. A segunda é uma cultura que temos enquanto clube e que estamos a desenvolver até aos limites, de que no Benfica não são os objetivos que definem os níveis de motivação ou profissionalismo. Vamos com tudo até ao fim. Os jogadores, se ao longo da época podem ter tido jogos de saírem de cabeça baixa e de, muito provavelmente, terem os adeptos a exigirem mais da sua parte, neste caso, o que nos aconteceu no Porto e hoje em termos de jogo, entrega, coragem e qualidade, acho que os jogadores têm de sair valorizados daqui com esta experiência. Como disse depois do FC Porto, é transformar a tristeza em motivação com base na confiança com que sais do jogo e nós, até aos 15 metros do campo, fomos muito competentes e corajosos. Tínhamos de partir a baliza e não partimos".

