
Zalazar não conseguiu converter o penálti, que daria o 2-2 nos minutos finais
LUSA
Ricardo Horta era o batedor das grandes penalidades, mas falhou uma e a responsabilidade passou para Zalazar e João Moutinho. Zalazar marcou os oito primeiros penáltis que teve à disposição desde que chegou a Braga, mas o falhanço em Leiria custou a Taça da Liga. Charles tinha a lição bem estudada e escolheu bem o lado.
Maldição para uns, sorte e talento para outros, os penáltis ditaram a derrota do Braga na final da Taça da Liga. Samu, médio do Vitória, iniciou a reviravolta na marca dos 11 metros, Zalazar não conseguiu converter e permitiu a defesa a Charles, o novo Rei do Castelo de Guimarães.
Na perspetiva bracarense, a maldição dos penáltis começou ainda antes da final da Taça da Liga. Ricardo Horta, o habitual batedor das grandes penalidades e especialista em lances de bola parada, seja cantos ou livres, já tinha falhado um esta temporada, contra o Arouca, no dia 1 de dezembro de 2025. Não surpreendeu, portanto, que à primeira oportunidade o marcador mudasse de dono. Zalazar foi chamado e converteu no primeiro golo do empate (2-2) contra o Benfica, a contar para o campeonato. O uruguaio passava a ser o batedor dos penáltis, mas na oportunidade seguinte, contra o Estrela da Amadora, como começou o jogo no banco, coube a João Moutinho a responsabilidade. "Anda bater que tu bates bem", disse Cristiano Ronaldo em 2016, na fase final do Campeonato da Europa, na partida diante da Polónia. O experiente médio voltou a dar razão ao capitão da Seleção Nacional e, tal como em Marselha, marcou na Reboleira.
Moutinho parecia talhado para ser o novo batedor de penáltis, e tanto ele como Ricardo Horta estavam em campo, aos 100"+11", mas assim que Hélder Malheiro assinalou a grande penalidade a favor do Braga, Zalazar pegou na bola. Nessa altura, Gabri Martínez foi alisar o relvado, enquanto o capitão dos guerreiros impedia que Gustavo Silva se aproximasse do local. Curiosamente, o avançado brasileiro foi até à pequena área e deu indicações a Charles. O guarda-redes estava confiante e, pelas imagens, parecia dizer a Zalazar: "não vais marcar, não vais marcar". O uruguaio bateu com força, mas logo a seguir meteu as mãos à cabeça. A Taça da Liga foi para Guimarães.
Taça de Portugal para salvar a temporada
A derrota na final da Taça da Liga continua a ser de difícil digestão, mas o plantel bracarense não tem tempo a perder, até porque quarta-feira há jogo em Fafe, para os quartos de final da Taça de Portugal, prova que pode salvar uma época aquém das expectativas criadas, havendo ainda a caminhada na Liga Europa. O atual quinto lugar na I Liga, já com FC Porto, Sporting e Benfica muito longe, faz da prova-rainha o balão de salvação para a equipa de Carlos Vicens. Assim, não são esperadas poupanças contra o adversário da Liga 3.
Tiago Sá sem prenda de anos
Tiago Sá completou ontem o 31.º aniversário, mas sem a prenda que certamente mais desejava. O histórico guarda-redes do Braga não foi utilizado na Taça da Liga, mas sabe-se como sofre e muito pelo clube do coração. É bem provável que volte a jogar quarta-feira, em Fafe, a contar para os quartos de final da Taça de Portugal, depois de ter sido titular com o Bragança e o Caldas.
Boavista continua distante
O Braga perdeu a terceira final da Taça da Liga, repetindo aquilo que havia acontecido em 2017, contra o Moreirense, e em 2021, diante do Sporting, desperdiçando uma oportunidade de se aproximar do Boavista como a quarta equipa com mais troféus na história do futebol português. Os axadrezados somam nove conquistas, mais duas do que Braga e Belenenses.

