
Um forte contingente policial, bancadas bem compostas e o árbitro Rui Oliveira pronto a apitar marcam o Maia-Canelas deste domingo, uma semana depois de Marco Gonçalves ter partido o nariz ao juiz do encontro com o Rio Tinto, José Rodrigues.
Este domingo não se espera que o jogo seja suspenso ou ocorram problemas no Maia-Canelas, para o Campeonato Elite Pro-Nacional da Associação de Futebol do Porto.
O encontro está classificado de alto risco e António Oliveira e Silva, presidente do Maia, disse ter a garantia de meia centena de agentes da PSP e Polícia de Intervenção.
A bola já está a rolar no Estádio José Vieira de Carvalho, na Maia, com Nélson Sousa, o advogado de Marco Gonçalves, a ver a partida nas bancadas, onde marca presença cerca de meio milhar de adeptos.
A equipa de arbitragem é liderada por Rui Oliveira, 44 anos, 4ª categoria distrital, que tem por assistentes o filho, Nelo Oliveira, e o jovem Fábio Silva.
Luciano Gonçalves, líder da APAF, acusou na manhã deste domingo, em declarações ao "Expresso", o árbitro de só querer protagonismo, sem pensar na maioria dos colegas que pediram escusa em sinal de revolta pelo clima de intimidação do Canelas.
Recorde-se que Marco Gonçalves, jogador do Canelas, constituído arguido com termo de identidade e residência na sequência da agressão ao árbitro José Rodrigues, há uma semana, na partida contra o Rio Tinto, jogo que foi suspenso logo aos 2 minutos.
