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Depois de Luciano Gonçalves, presidente da APAF, ter avançado com a intenção dos árbitros se recusarem a apitar os jogos do Canelas, o regulamento diz que, na falta de juízes, a solução vem da bancada
A agressão de Marco Gonçalves ao árbitro José Rodrigues, no último jogo do Canelas, fez os árbitros da AF Porto manifestarem indisponibilidade de arbitragem os jogos dos gaienses, conforme revelou Luciano Gonçalves, presidente da APAF. Permanece, por agora, a incerteza se o Canelas-Maia Lidador, da próxima jornada da fase de subida da Divisão de Elite, terá juízes disponíveis. Contactado por O JOGO, Carlos Carvalho, presidente do Conselho de Arbitragem do órgão portuense, remeteu novidades para os próximos dias. "Há árbitros que me dizem que estão indisponíveis outros ainda não responderam", referiu.
Difíceis têm sido os dias do Canelas, segundo Bruno Canastro, presidente do clube, que fala de uma equipa estado de choque. "A equipa está muito abalada. Desde 2015, quando passaram imagens daquele jogo com faltas graves, existiu uma consciencialização na equipa para que não existissem entradas violentas. Isto vai contra tudo o que tentámos e o que os jogadores incutiram", adiantou, dizendo-se "envergonhado" e deitando por terra o sonho de subir ao Campeonato de Portugal. Contudo, a esperança permanece entre Canelas e Maia que, até domingo, exista um trio de arbitragem disponível para a partida.
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Caso isso não suceda, o artigo número 21 das normas e instruções da AF Porto tem a solução. "Quando, a trinta minutos do início de cada jogo (oficial/particular), a equipa de Arbitragem ainda não tiver comparecido no campo, devem os Delegados dos dois Clubes intervenientes, recrutar na assistência um "trio" ou "duo" (consoante o jogo), que se disponha a dirigir o encontro", lê-se. A solução pode ser insólita mas não inédita pois em agosto de 2011 os árbitros boicotaram os jogos do Sporting sendo que a partida com o Beira-Mar desse ano foi arbitrada por Fernando Martins, juiz que estava na bancada para assistir ao encontro.
