
Jogar "em casa" no Algarve fez disparar gastos com estadia e aluguer do estádio. Presidente ofereceu jantar aos adeptos
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A deslocação ao Estádio Algarve, a mais de 500 quilómetros de Lourosa, para realizar o jogo "caseiro" contra a U. Leiria (1-1), foi uma decisão controversa da Liga Portugal, muito contestada pelos lusitanistas. Os gastos dispararam e a logística foi complicada.
"Como é óbvio, foram custos elevados, não só pelo estágio que fizemos numa unidade hoteleira do Algarve, que por si só já é caro e ainda mais em cima do joelho, com três dias de antecedência e num fim de semana complicado por haver lá Moto GP", contou Nuno Correia, diretor-geral do Lourosa, a O JOGO. A esta fatura juntou-se "o aluguer do estádio que o clube teve de pagar e todos os custos inerentes à organização do jogo". "Ficou extremamente dispendioso", lamenta o dirigente, contando que a equipa almoçou no sábado em Lourosa e ao início da tarde partiu para o Algarve, onde pernoitou e estagiou antes da receção, no domingo, aos leirienses, jogo que teve apenas 73 espectadores nas bancadas... "Estiveram lá cerca de 50 adeptos do Lourosa, muitos deles com trabalho no dia a seguir logo pela manhã e com bastantes dificuldades financeiras, mas fizeram questão de estar presentes. No final, o nosso presidente [Hugo Mendes] quis retribuir o gesto, oferecendo-lhes frangos da Guia", conta Nuno Correia, num "momento de confraternização entre jogadores, staff e adeptos junto ao autocarro antes de regressarmos. Chegámos a Aveiro às seis da manhã", adiantou.
