
Treinador do Vitória de Setúbal mostra-se cauteloso em relação à Oliveirense antes do jogo de terça-feira, referente à meia-final da Taça da Liga.
Repetição da vitória de 2007/08? "Temos que ganhar, antes de mais, o jogo de amanhã. Só assim poderemos disputar a final. A Oliveirense eliminou de forma muito clara três equipas da I Liga, incluindo o detentor do troféu, pelo que temos uma meia-final difícil. O V. Setúbal já esteve nesta fase na época passada, e foi eliminado pelo Braga. Somos um clube com tradição na Taça da Liga. Sabemos que temos que dar tudo para passar a Oliveirense, porque o nosso adversário terá o espírito que nós temos quando defrontamos equipas de maior dimensão. Foi assim num jogo nosso recente. Só com muito empenho e qualidade, poderemos seguir em frente".
Intensidade: "Se tivermos essa tentação, estaremos mais próximos de não ter sucesso. É um jogo de 90 minutos, sem prolongamento, pelo que teremos de jogar com a maior intensidade possível. As diferenças em termos de qualidade técnica, entre as equipas de I e II Liga, não são assim tão grandes. As equipas da II Liga estão, aliás, habituadas a disputar dois jogos numa semana. Se não formos rigorosos e intensos, poderemos ser surpreendidos, mesmo sabendo que nos vão atribuir o favoritismo. Mas não vamos cair nesse engodo".
Domínio: "Queremos estar mais por cima do jogo. Queremos controlá-lo, mas também será preciso marcar. Fazer golos. E a Oliveirense tem bons jogadores, alguns com experiência na I Liga. Consegue colocar vários jogadores na frente e também tem jovens jogadores que querem aparecer, misturados com outros mais experientes. Têm valor, são muito organizados. O Pedro Miguel tem uma longa história na Oliveirense. Temos uma grande empatia com os clubes que treinamos. Têm armas muito fortes e interessantes. Teremos de ser intensos".
Diferenças entre o V. Setúbal da época passada e o da atual: "São equipas diferentes. A do ano passado era mais experiente. A atual tem muitos jogadores estreantes na I Liga, pelo que é preciso tempo e paciência. É necessário ir corrigindo alguns erros, mas é uma equipa com valor e muito potencial, com jogadores que querem fazer carreira na I Liga. Na época passada tínhamos o André Geraldes, o Venâncio, o Fábio Cardoso, o Fábio Pacheco, o Mikel e o Meyong; tínhamos alguns jovens a aparecer, como o Nuno Santos, entre outros. Perdemos essa experiência, mas estamos a ganhá-la aos poucos, reagindo às adversidades. E isso é de realçar. Os jogadores têm sabido ultrapassar situações diretivas e até momentos difíceis desportivos".
Repetir um triunfo na Taça da Liga: "Ganhámos ao Braga na Taça da Liga e a partir daí empatámos com várias equipas. Se vencermos o jogo de amanhã, a maioria dos jogadores poderão disputar a final. Só o Edinho é que estava na final de 2007. E ir a uma final seria um excelente prémio para os nossos adeptos. O Vitória é um clube com um potencial enorme, representa uma região. Não é só a cidade de Setúbal. Se chegarmos à final, será o nosso verde a ganhar".
Fazer história: "A dimensão dos clubes tem a ver com a sua história. Quando se representa um clube com a história do V. Setúbal, a responsabilidade é grande. E todos os jogadores querem entrar na história, os do Vitória e os da Oliveirense. Esses já fizeram história ao chegarem à final four; nós já somos repetentes. O Vitória tem 10 finais da Taça de Portugal e ganhou três. Tem quatro presenças consecutivas com o Fernando Vaz. E toda essa história aumenta a nossa responsabilidade. É um orgulho para nós. É isso que digo aos meus jogadores: vamos entrar na história. Para isso, temos que disputar a final".
