
William Gomes
AFP
William Gomes, extremo do FC Porto, em entrevista aos meios oficiais do clube azul e branco
Vitórias importantes, recentemente, contra Benfica e Braga. Confiança da equipa em crescimento: "Nós cremos na lógica de irmos jogo a jogo, porque isso é que vai fazer a diferença lá na frente, mas também estamos preparados para a possibilidade de surgir um resultado menos bom em qualquer momento, porque no futebol não se ganha sempre. Temos de estar preparados para qualquer situação, para qualquer circunstância. Se as coisas correrem mal, no outro dia temos de trabalhar mais para que as coisas voltem aos trilhos normais."
Exigência dos adeptos do FC Porto: "Não esperava que fosse tão forte assim, igual ao Brasil. No Brasil, já estamos acostumados a isso, as claques organizadas e tal. A verdade é que não esperava que fosse tanto assim, mas a cobrança é importante, ajuda-nos a crescer cada vez mais. Nós sabíamos, toda a gente sabe da grandeza do FC Porto e ir ao museu ajudou-nos a ter um conhecimento mais profundo do que é o FC Porto e o nível de exigência do clube."
A morte de Jorge Costa: "Foi o pior momento para todos os que carregam essa cicatriz. Nós temos um lema: vamos jogar todos os jogos por ele, que foi um dos grandes ídolos do FC Porto e partilhava o dia a dia connosco. Mais do que qualquer um, ele acreditava nesta equipa e sabia que tínhamos, e temos, grandes chances de sermos campeões este ano. Ele foi muito importante na minha chegada, conversava muito comigo, chamava-me várias vezes para me dizer para ficar tranquilo, que era normal não jogarmos tanto quanto esperávamos, que eu estava num período de adaptação. Foi muito importante ouvir isso de um ídolo, de uma pessoa experiente. Eu ficava mais tranquilo e ele sabia do meu potencial. Dizia-me sempre para ficar com a cabeça no lugar, porque as coisas iam acontecer."
Um ano depois de chegar ao FC Porto, como está agora o William? "Mudou muita coisa, mas a minha mentalidade é a mesma, é a de continuar a trabalhar, independentemente de estar a jogar ou não, de ajudar de alguma maneira. Quando não jogava com frequência, queria ajudar e conversava muito sobre isso com o amigo que morava comigo. Passava por dias difíceis, mas sabia que ia valer a pena. As coisas estão a acontecer."

