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AFP
Médio esteve em alto nível frente ao Milan e procura um acerto de contas com o Santa Clara.
"Encher o campo" é uma expressão regularmente utilizada para catalogar uma exibição de bom nível e é particularmente coerente com o desempenho de Marko Grujic em Milão.
Em San Siro, o sérvio teve quase 100 intervenções e bateu o recorde pessoal de remates à baliza, o que reforça a ideia das boas dores de cabeça no meio-campo. Jogador foi infeliz na recente visita aos Açores
O médio esteve ligado à corrente e, segundo os dados do portal Wyscout, acumulou 94 ações, registo máximo pessoal esta época e, desde que representa o FC Porto, apenas batido pelas 106 participações frente ao Tondela, em 2020/21 - um desafio de uma exigência diferente.
Antes desta última partida, a cada 90 minutos, somava 55. Com Uribe ainda a combater uma lesão muscular, o desafio do sérvio, agora, é dar continuidade ao bom momento frente ao Santa Clara, com quem ele e o FC Porto têm contas a ajustar. No encontro para a Taça da Liga, há cerca de duas semanas, os dragões perderam por 1-3 e o primeiro golo dos açorianos nasceu de um lance infeliz para Grujic. Lesionou-se na jogada que deu origem ao pontapé de canto e, por ter necessitado de assistência, não estava na área para defender - Sérgio Conceição, na altura, frisou que a bola passou mesmo pela zona onde o camisola 16 estaria, num dos pontos fortes do jogador e que, aliás, se viu em Itália.
Grujic saiu do jogo com o Milan com 94 ações, o máximo desta época. Uma delas alimentou o golo de Díaz
Com a responsabilidade de substituir Uribe com o Milan, uma das peças mais importantes dos dragões esta época, o sérvio correspondeu não só no capítulo defensivo (fez oito recuperações de bola e seis interceções), como também no ofensivo. Além de ter deixado o golo numa bandeja para Luis Díaz, ainda disparou por quatro vezes e sempre na direção da baliza, outro recorde de dragão ao peito. Com 79% de acerto no passe, a Grujic só lhe faltou mesmo marcar em San Siro, numa exibição que reforça uma ideia já reiterada pelo treinador: é no meio-campo que tem mais (boas) dores de cabeça para escolher as opções. As oportunidades vão rodando - à exceção de Uribe, até se lesionar - já todos os médios tiveram os seus momentos e parece ser a vez de o sérvio se chegar à frente.
Apesar de a troca com o colombiano em cima hora não ter sido uma surpresa para a equipa, Marko tinha contra o si o pouco tempo de utilização. Aliás, o próprio admitiu que a parte física se tornou mais difícil no segundo tempo. Até quarta-feira, somava 251 minutos em oito jogos, dois deles a titular, frente a Atlético de Madrid e Santa Clara.
Talismã e um voo que atenuou o brilho
Marko Grujic manteve uma tendência positiva na Liga dos Campeões: quando joga a titular, raramente o FC Porto sai derrotado. Desde que veste de azul e branco, o sérvio somou a sexta titularidade na prova em San Siro e, pela primeira vez, deu empate. De resto, os dragões venceram quatro jogos e perderam apenas um (0-2) diante do futuro campeão europeu Chelsea, na época passada.
Milão trouxe a Grujic a primeira assistência ao serviço do FC Porto e por pouco não lhe deu o terceiro golo: por duas vezes, Tatarusanu teve de se aplicar e a segunda intervenção a um cabeceamento de Grujic até foi destacada pela UEFA.
