FC Porto considera que CA e Luciano Gonçalves deixaram de reunir condições para exercer funções

Luciano Gonçalves (créditos: André Rolo)
Opinião do emblema azul e branco exposta esta terça-feira em comunicado
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Em comunicado emitido esta terça-feira, em reação à nomeação do árbitro Fábio Veríssimo para o clássico com o Benfica, dos quartos de final da Taça de Portugal, o FC Porto considerou que o Conselho de Arbitragem e o seu presidente, Luciano Gonçalves, "deixaram de reunir as condições necessárias para continuarem a exercer funções".
"É do conhecimento público que se encontra pendente no Tribunal Arbitral do Desporto um recurso que tem por objeto circunstâncias relatadas pelo árbitro em causa, relativas ao encontro entre o FC Porto e o Braga, disputado no passado dia 2 de novembro de 2025. É igualmente público que o FC Porto apresentou uma participação disciplinar contra o mesmo árbitro, relacionada com acontecimentos verificados na partida entre o Arouca e o FC Porto, realizada a 29 de setembro de 2025, cujo desfecho ainda não é conhecido", lê-se no comunicado.
Leia o comunicado na íntegra:
"O FC Porto tomou hoje conhecimento da nomeação do árbitro Fábio Veríssimo para dirigir o encontro entre o FC Porto e o SL Benfica, que se realizará amanhã, quarta-feira, no Estádio do Dragão.
É do conhecimento público que se encontra pendente no Tribunal Arbitral do Desporto um recurso que tem por objeto circunstâncias relatadas pelo árbitro em causa, relativas ao encontro entre o FC Porto e o SC Braga, disputado no passado dia 2 de novembro de 2025.
É igualmente público que o FC Porto apresentou uma participação disciplinar contra o mesmo árbitro, relacionada com acontecimentos verificados na partida entre o FC Arouca e o FC Porto, realizada a 29 de setembro de 2025, cujo desfecho ainda não é conhecido.
Neste contexto, a decisão do Conselho de Arbitragem de proceder a esta nomeação é, do ponto de vista objetivo, absolutamente incompreensível e suscetível de afetar negativamente a imagem e a credibilidade do futebol português, além de se revelar prejudicial para o próprio árbitro envolvido.
Este episódio insere-se numa sucessão de decisões tomadas pelo Conselho de Arbitragem ao longo da presente época que têm contribuído para a progressiva erosão da confiança no setor da arbitragem e para a descredibilização do futebol português, demonstrando, na opinião do FC Porto, que este órgão e, designadamente, o seu Presidente, Luciano Gonçalves, deixaram de reunir as condições necessárias para continuarem a exercer funções.
O FC Porto recorda ainda que a arbitragem foi apresentada pela atual Direção da Federação Portuguesa de Futebol como um dos pilares centrais do seu projeto para o futebol nacional, sendo por isso legítimo questionar, à luz dos acontecimentos recentes, se esse projeto continua a oferecer as garantias necessárias para assegurar um futuro credível, transparente e sustentável para o futebol português.

