Farioli: "Thiago Silva não estaria aqui se os seus últimos jogos não fossem de alto nível"

Francesco Farioli
EPA
Francesco Farioli é protagonista de uma extensa entrevista a O JOGO e Sport TV. Uma versão mais longa, com declarações exclusivas a O JOGO, estará disponível na edição impressa e digital desta terça-feira.
No início a equipa tinha uma intensidade maior, mas recentemente tem tido algumas dificuldades quando o adversário bloqueia o "6" ou os médios interiores. Está a criar novas dinâmicas? Sim, enfrentamos jogos difíceis, o que é normal. Jogamos numa liga muito competitiva com bons treinadores. As equipas que jogam na Europa não têm muito tempo para treinar. Às vezes preparamos jogos apenas por vídeo ou numa sessão de 15 minutos no campo. Tens de ser eficiente a passar a mensagem quando treinas num clube grande. Tornou-se uma história engraçada a duração das nossas reuniões, o Eustáquio diz que fazemos séries da Netflix na sala de reuniões. No início reuníamos no ginásio, mas o clube seguiu o meu pedido e construiu uma sala bem agradável, onde passamos muito tempo. É um dos lugares mais importantes para nós, onde construímos e corrigimos as nossas ideias. Esta época mudámos mais de 10 jogadores e integrar as pessoas rápido foi bom, mas temos de melhorar. Mas também não baixar o nível e a paciência quando os jogos ficam complicados, manter o foco e fazer as coisas bem aumentando o ritmo.
A questão defensiva tem sido importante. A dupla Kiwior-Bednarek tem sido fundamental? O registo defensivo é impressionante. Mas não é só porque defendemos bem, é porque atacamos de uma certa forma que requer paciência e eficiência técnica. A coordenação e o sincronismo entre os jogadores é a chave. Esta estabilidade resulta também da forma como atacamos. Neste jogo com o Santa Clara, nos últimos minutos quando ficou mais aberto e defendemos mais na área, a atitude do Bednarek e do Kiwior foi importante e será assim no futuro também com o Thiago. No avião, estava a rever uma das poucas chances que concedemos e vi o Borja e o Deniz Gul a atirarem-se para parar a bola e quatro ou cinco jogadores a colocarem o corpo à frente da baliza. Esse esforço e sacrifício são elementos chave porque um golo a mais ou a menos pode fazer a diferença.
Thiago Silva já chegou. Pelo palmarés que tem receia que ele possa criar ruído numa estabilidade defensiva que já existe? Não, ele vai acrescentar experiência e qualidade. Acredito na gestão do jogo, misturar os recursos físicos e mentais. Ninguém discute o palmarés do Thiago. Ele não estaria aqui se os seus últimos jogos não fossem de alto nível. Na nossa conversa, ele provou que vem para ajudar e apoiar a equipa. Não lhe fiz qualquer promessa, quero que ajude a equipa quer jogue todos os jogos ou cinco minutos. Ele está consciente disso. Ele quer fechar um ciclo porque começou a sua carreira europeia aqui no FC Porto B e ganhou a Liga dos Campeões aqui no Dragão [com o Chelsea]. Ele tem o grande


