Farioli, o papel de Alan Varela e o momento de Moffi: "Deniz Gul está um passo à frente"

Francesco Farioli
Lusa
Declarações de Francesco Farioli na antevisão da FC Porto-Rio Ave, da 23.ª jornada da I Liga (domingo, 20h30)
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Em 2026, em sete jogos de nove, a equipa só marcou um golo. Preocupa-o? A equipa está mais exposta? "Normalmente prestamos muita atenção no que está a faltar e não no que estamos a fazer bem. É verdade que em alguns jogos podíamos ter jogado melhor, uma análise é o resultado e outra é o tipo de jogo que fazemos. Quem joga contra nós é com muito respeito, mesmo quando estamos em vantagem não mudam as peças e continuam conservadores, a tentar manter o resultado, à espera de um contra-ataque ou de uma bola parada. É respeito pelo que temos feito. Analisámos os últimos quatro jogos e selecionámos 33 momentos com grandes oportunidades, mas não decidimos bem. Nestas 33 ocasiões geramos zero golos esperados porque não houve finalizações. Basta conseguir isso em algumas dessas 33 ocasiões e este sentimento seria diferente. Um golo mais do que o adversário chega para ganhar. Nem sempre vamos marcar muitos golos, os jogos são exigentes. A camisola não ganha jogos. Sabemos o que queremos e para onde queremos ir. É importante manter a consistência, a atitude e o desejo. Agora o nosso foco é o Rio Ave e estar muito preparados para o que vamos enfrentar."
Alan Varela parece um jogador diferente. Que intervenção teve com ele? "É absolutamente normal haver altos e baixos, para estar nas três competições não são apenas os 11 jogadores que começam o jogo, mas os 22 ou 23 que o clube juntou no plantel. O exemplo do número 6 é excelente, ou o do número 10. Pablo ajudou-nos a jogar em diferentes posições, o Alan Varela teve um papel muito claro no início da temporada, quando o Pablo chegou. Depois talvez não tenha estado no seu melhor, mas carregou durante muito tempo uma responsabilidade grande nos seus ombros. Foi bom para ele respirar um bocado, recarregar, e agora está de novo perto do seu melhor. É um jogador que nos ajuda a competir ao mais alto nível. Qualidade com bola e muito bom entendimento dos momentos do jogo. Muito orgulhoso e confortável por ter vários jogadores nas posições em que um ou outro podem jogar."
Moffi já pode ser titular e se têm sido trabalhadas outras soluções? "Estas semanas foram boas para melhorar, está a trabalhar duro. Já disse que em termos de peso e composição corporal está de volta ao nível que devia. Está perto. Quando poderá ser titular? Em breve. Temos o Deniz neste momento que está um degrau à frente. Nas próximas semanas vamos precisar dos dois para nos ajudar a manter o nível muito alto. Agradeço ao clube por em janeiro ter-nos preparado para o pior cenário, que infelizmente aconteceu. Estamos numa situação que não é a ideal, mas temos dois avançados muito bons. Os dois vão ter um papel chave. Considerando as competições europeias, em que só pudemos inscrever três jogadores. Rodrigo Mora e Gabri Veiga, os dois médios mais ofensivos, também vão estar preparados para ajudar. Conversei com eles há uns dias e sabem que fazem parte do nosso plano, estão motivados para ajudar o clube e com vontade de vencer. Estamos todos na mesma página."
Oskar Pietuszewski já está pronto para jogar 90 minutos? "Está na mesma situação de Moffi. O Jagiellonia teve uma paragem de inverno, por isso o jogador esteve três semanas parado, foram quase umas pequenas férias. Nestas condições não é fácil jogar um jogo completo. Isto aplica-se também a Moffi, a Fofana, que estão todos na corrida para conquistar um lugar nas próximas semanas."

