"Era um tempo de comunismo e a Bola de Ouro não lhe trouxe particular glória"

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Homem de um só clube, Florian Albert destacou-se pela humildade. Entre recordações de chuteiras distribuídas e amizade com Eusébio, é um nome forte da história do Ferencváros. Conversa com Florian Albert Jr, filho do Imperador, a maior lenda do clube magiar. Jogou toda a vida pelo Ferencváros e superou Bobby Charlton e Jimmy Johnstone como melhor jogador da Europa em 1967
Só o FC Porto conheceu uma deslocação ao reduto do Ferencváros, um clube com prestígio marcante na Hungria - 36 títulos nacionais -, contando com um feito notável nos anais da história, de ter tido um Bola de Ouro em 1967 - por cima de Bobby Charlton - o mais glorioso filho do 'Fradi'. Florian Albert é incontornável entre os deuses da bola magiares e tem no palmarés algo que não tocou a Puskas, Kokcis ou Czibor. O avançado, considerado um dos jogadores mais elegantes da história, artilheiro indomável e criador de perigo sufocante para qualquer rival, marcou 245 golos em 339 jogos, nunca duvidando do primeiro amor, o seu Ferencváros, virando "monstro" entre 1958 e 1974. Levou a sua classe ao Mundial de 1966, defrontou Portugal e esteve na vitória sobre o Brasil por 3-1.

