
Francesco Farioli
Pedro Granadeiro / Global Imagens
Técnico italiano teve o dom de conduzir um dragão moribundo ao melhor arranque de sempre da história. Ano dividido em partidas iguais: 26 jogos, mas com o italiano a taxa de sucesso passou de 38,5 para 84,6%. Queda na Taça da Liga é o único ponto negativo depois de uma primeira metade de 2025 fracassada.
Esta é sempre uma altura de balanços e o do FC Porto de 2025 é simples de fazer: praticamente tudo mudou desde que, pouco depois do meio do ano, Francesco Farioli assumiu o comando técnico. Uma volta de 180 graus nos resultados com números impressionantes que só ajudam a enfatizar a perceção geral. De quatro derrotas seguidas a abrir o ano, que levaram, inclusive, à saída de Vítor Bruno, a seis vitórias consecutivas a fechar um ano civil sem conquistas coletivas, mas com as esperanças renovadas. De uma taxa de sucesso de apenas 38,5 %, muito baixa para uma equipa com as aspirações dos portistas, para uns incríveis 84,6%.
Curiosamente, 2025 divide-se em metades iguais: 26 jogos desde a derrota na meia-final da Taça da Liga com o Sporting ao empate (4-4) no jogo louco o Al Ahly na despedida prematura do Mundial de Clubes; e mais 26 desde a estreia de Farioli frente ao V. Guimarães até ao recente triunfo diante do Aves SAD. O técnico italiano ganhou 22 vezes, empatou duas e perdeu outras tantas. Na primeira metade, Vítor Bruno, José Tavares e Anselmi somaram apenas dez triunfos, mais sete empates e nove derrotas.
O ano começou com as já referidas derrotas, mas também com a perda de duas peças muito importantes. Galeno e Nico González foram vendidos e deixaram nos cofres da SAD 110 milhões de euros. A equipa caiu ainda mais na qualidade e arrastou-se até ao final da época, mas a SAD ganhou folga orçamental para realizar o maior mercado de sempre. Chegaram Bednarek, Kiwior, Prpic, Alberto Costa, Froholdt, Pablo Rosario, Gabri Veira (ainda antes do Mundial), Karamoh, Borja Sainz e Luuk de Jong. A excelência disparou, os resultados acompanharam a subida de nível e o FC Porto chega ao novo ano à boleia do melhor arranque de sempre no campeonato e com a liderança isolada. Além disso, está nos "quartos" da Taça de Portugal e bem encaminhado para o apuramento direto para os oitavos da Liga Europa.
A dor de duas perdas irreparáveis
Fora das quatro linhas, o ano ficou marcado por dois momentos trágicos que deixaram a família portista de luto: o falecimento de Pinto da Costa, a 15 de fevereiro, e de Jorge Costa, a 5 de agosto. Ambos receberam sentidas homenagens no Estádio do Dragão onde milhares de portistas se despediram de dois homens que ficam na história do clube. O antigo presidente tem um memorial no casa dos portistas, o capitão e dirigente deu o nome ao centro de treinos onde a equipa trabalha diariamente para "oferecer" aos dois o título nacional desta época.

