
Nuno Catarino (créditos: Benfica)
Nuno Catarino, vice-presidente das águias, garante que a ampliação "vai continuar", mas sublinha que o custo do aumento dos 75 para os 80 mil apenas se justifica com o projeto em discussão
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O Benfica prevê um investimento de 220 mil euros para o Benfica District, do qual conta receber 34 milhões de euros brutos de receita por ano (24 líquidos), num projeto que Nuno Catarino, vice-presidente das águias, classifica como um "caminho de futuro" para o clube. Assumindo que "não há projetos sem risco, que existe sempre", o dirigente explicou este domingo em Paredes que os encarnados estão "a tentar tirar o risco à cabeça" com a garantia de parceiros ainda antes da obra feita e abordou a ligação entre a expansão do Estádio da Luz e a construção do Benfica District.
"Até às 74/75 mil pessoas há total independência dos projetos. A partir daí há um conjunto de custos que a expansão do estádio teria de ter e que são partilháveis com o Benfica District, faz mais sentido fazer os projetos em conjunto. Há uma partilha de custos que ajuda a tornar rentável o aumento de capacidade para os 80 mil. É impossível naquele estádio colocar 85 mil lugares, pelo custo", referiu, acrescentando: "A partir daqui, o custo fica equivalente praticamente a fazer um estádio novo, porque implica mexer na cobertura. Os projetos estão ligados, para ser economicamente rentável há um conjunto de trabalhos de infraestruturas que têm de ser partilhados. Dar o salto dos 75 para os 80 justifica-se de uma forma, de outra não. Para cima dos 80, o custo é tão grande que equivale a fazer um novo estádio."
No próximo dia 3 de janeiro os sócios do Benfica vão discutir em Assembleia Geral o projeto da Direção, que será sujeito a votação, mas Nuno Catarino frisa: "A expansão [do estádio] vai continuar porque tem sido um projeto da administração, parará é num valor mais baixo se não se aprovar o Benfica District, mas não me parece que se esteja a discutir a expansão do estádio a 3 de janeiro."

