Diogo Boa Alma, diretor desportivo do Casa Pia: "Um projeto com pessoas sérias"

Diogo Boa Alma, diretor desportivo do Casa Pia
Pedro Rocha/Global Imagens
Diogo Boa Alma foi um dos trunfos eleitorais de António Miguel Cardoso no V. Guimarães. Contudo, o agora diretor desportivo do Casa Pia - onde se confessa feliz - só lá esteve um mês e meio.
Diogo Boa Alma está feliz no mais recente projeto que abraçou ao serviço do Casa Pia. Em conversa com O JOGO, o diretor desportivo, de 40 anos, falou de alguns pormenores sobre o seu trabalho nos gansos, onde diz ter a liberdade para expor as suas ideias, algo que faltou no V. Guimarães.
O que o levou a abraçar o projeto do Casa Pia?
-Depois da minha saída do V. Guimarães, felizmente surgiram várias abordagens e tive uma conversa com o Tiago Lopes [CEO da SDUQ], em que rapidamente nos identificámos pessoalmente e também me identifiquei com o projeto do Casa Pia e ele com as minhas ideias. É um projeto com pessoas sérias, um investidor credível. E não de um simples clube, mas de multiclube, onde estão envolvidos outros emblemas do investidor, como o Spezia.
Que clube encontrou?
-Um clube mais profissional e organizado do que imaginava, com todos os departamentos competentes em todas as áreas, que já estava claramente preparado para a Liga Bwin.
Quando chegou já havia nomes referenciados, ou teve de dar o seu cunho pessoal nas contratações?
-Tínhamos já o processo em andamento, alguns jogadores já contratados, como o Diogo Pinto e o Léo Bolgado. A partir daí, os restantes nomes já foram envolvidos no processo, com o trabalho de equipa, juntamente com o gabinete de scouting.
Qual foi o principal critério na escolha dos reforços?
-Tivemos uma preocupação com a qualidade desportiva, no qual privilegiamos jogadores que tenham ambição e queiram crescer connosco. Quisemos ainda que houvesse uma identificação com o espírito de grupo, porque o Casa Pia é realmente uma família.
Sente que em janeiro serão preciso ajustes no plantel?
-Não creio, mas vai depender do que acontecer até lá e da própria valorização de alguns jogadores. Temos jogadores que se estão a destacar, como o caso do Leonardo Lelo [Seleção Sub-21] e Godwin [Nigéria], que foram chamados às seleções, o que pode obrigar a uma mudança positiva.
O Casa Pia está em sexto lugar, com 14 pontos. Esperavam um início de época tão bom?
-Mentiríamos se dissemos que estávamos à espera de uma média de dois pontos por jogo nesta altura. Só uma derrota, por 1-0, contra o Benfica e quatro vitórias dois empates, num calendário difícil. Além disso, há vários jogadores a destacar-se e somos a equipa com maior tempo útil de jogo.
Antes de chegar ao Casa Pia, teve uma pequena passagem pelo V. Guimarães. Por que deixou o projeto tão cedo?
-Era um desafio enorme e reuni-me com o então candidato António Miguel Cardoso, que me passou a ideia do projeto que tinha para o clube. Na altura, aceitei usado como trunfo eleitoral, como rosto de um projeto desportivo. De resto, não adianta entrar em pormenores. O que reparei, ao longo do mês e meio que lá estive, que não ia ter a liberdade que me tinha sido transmitida. Havia algum afastamento com o presidente e entendi que não era o projeto certo para mim.
