
O guarda-redes do São João de Ver não jogava desde agosto e foi decisivo contra o Braga B, ao defender um penálti
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Didi foi anunciado na semana passada como reforço do S. João de Ver, por empréstimo do Felgueiras até ao final da época, e foi decisivo ao defender um penálti de João Vasconcelos, que permitiu à equipa manter o nulo diante do Braga B e quebrar uma série de três derrotas consecutivas. "Esperava uma estreia positiva, mesmo não tendo sido opção nestes últimos meses. Sempre trabalhei para estar pronto em qualquer ocasião. Consegui fazer um jogo seguro, mas claro que o penálti dá ainda mais destaque à exibição", avaliou o guarda-redes, admitindo que nesses momentos "há sempre um estudo dos adversários", mas, muitas vezes, "as defesas acontecem por instinto".
Recordou que na época passada, ao serviço do Amarante, também defendeu um penálti diante do Lourosa. Sobre a exibição do S. João de Ver, Didi, que voltou a jogar cinco meses depois, ficou agradado com o que viu. "Estávamos numa fase negativa, a sofrer muitos golos. Conseguir manter a baliza a zero contra a equipa da Liga 3 que tem mais pontos em casa é um sinal de muito trabalho e crença", analisou, vincando que a vitória até esteve ao alcance. "A equipa esteve os 90 minutos sempre junta, de mãos dadas, e poderíamos ter saído com os três pontos, porque as oportunidades mais claras foram nossas".
Esta partida também marcou outra estreia nos malapeiros, visto que o treinador João Nívea foi despedido e o diretor-desportivo, José Santos, assumiu o comando. "Passou-nos uma mensagem de confiança. Foi ele que fez o plantel, já conhece os jogadores e as suas capacidades. Deu-nos tranquilidade para encarar o jogo e termos personalidade. Este é o momento de estarmos unidos e remar para o mesmo lado", explicou, acreditando que o S. João de Ver tem todas as condições para garantir a permanência. "Temos muita qualidade e capacidade de trabalho. Sabendo que a Liga 3 é muito imprevisível e difícil, acredito que vamos conseguir", frisou.
Sem ter conhecido pessoalmente Dani Alves, que se tornou acionista da SAD, Didi revelou o que o levou a aceitar o convite. "Apenas tive contacto com o presidente [Carlos Branco] e a Direção. Comecei a titular no Felgueiras, mas tive uma lesão que me fez parar duas semanas e perder o barco. Passei para terceiro guarda-redes, e recentemente consegui voltar a ser segundo. Mas, como era suplente, queriam valorizar um ativo, e o S. João de Ver também fez muita força", contou o guardião. "Sonho afirmar-me na II Liga ou mais acima, mas penso muito no presente, pois só o presente pode mudar o futuro", concluiu.
Campeão no Amarante e calma no jogo de pés
Natural do Porto, Didi fez grande parte da formação no Rio Ave, tendo como única experiência no estrangeiro a passagem pelo Junior Sevan (Arménia). Contudo, foi em Amarante que viveu a época mais marcante da carreira, quando, em 2023/24, conquistou o Campeonato de Portugal. "Foi um ano incrível, que vai ficar sempre na memória, até porque fiz uma assistência na final contra o V. Setúbal [3-0], no Jamor", recordou o guarda-redes, de 24 anos, assumindo que "o jogo de pés" e "tranquilidade na baliza" são os pontos fortes.
