
Vítor Campelos
LUSA
ENTREVISTA - Responsável pelo regresso do Chaves ao escalão maior, o treinador Vítor Campelos diz que o presidente da SAD lhe garantiu que a equipa estará ao nível das exigências dos flavienses e de todos os transmontanos.
A época foi atribulada, mas Vítor Campelos, entrevistado por O JOGO, conta que nunca entrou em desespero.
Em novembro e dezembro, muita gente dizia que o Chaves lutaria para não descer. O grande mérito da subida foi da equipa técnica?
-Não. Tivemos sempre a ajuda do diretor desportivo, que teve grande influência no desfecho do campeonato, e tínhamos também apoio da estrutura, que estava presente quando achava que devia estar. Tenho uma equipa técnica de grande qualidade, em termos profissionais e humanos, e o grande segredo foi a ligação entre a equipa técnica e os jogadores e também o facto de sermos resilientes. O grupo foi sempre muito unido e os jogadores foram inexcedíveis.
Esta foi a sua maior conquista desde o início da carreira?
-Sim, é algo que fica marcado na história. Os flavienses e os transmontanos, em geral, vão recordar-se por muitos anos que Vítor Campelos subiu a equipa em 2021/22. Fiquei muito feliz pela alegria que proporcionámos às gentes de Chaves e de Trás-os-Montes.
Por alturas de novembro e dezembro, o Chaves era apontado como candidato a lutar para não descer. A resiliência e a união do grupo foram, de acordo com o treinador, a chave do sucesso.
O que mais guarda desta época de sucesso?
-O futebol é mais do que uma paixão, vejo-o como um propósito de vida. Deus deu-me a oportunidade de ser professor e treinador para liderar pessoas e ajudar os outros a potenciar as suas capacidades enquanto futebolistas, mas sobretudo ajudá-los a serem melhores pessoas. Foi uma época difícil, mas todas as pessoas têm problemas na vida. O que faz a diferença é a forma como encaramos os problemas.
Quando se debateu com muitos casos de covid-19 no plantel ficou desesperado?
-Não fiquei desesperado, porque um líder nunca pode ficar desesperado e não pode transmiti-lo aos jogadores. Foi complicado e tentámos arranjar soluções. Cheguei a dar os treinos sozinho. Tinha os adjuntos todos com covid, em casa. Com jogadores a vir do Brasil e outros de quarentena, chegámos a dar quatro treinos por dia. Houve alturas em que não tínhamos os suplentes todos e outras em que alguns jogadores fizeram apenas um treino e tinham de jogar porque não tínhamos mais ninguém.
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