
Danny Pires, avançado de 24 anos e homem da casa, foi o porta-voz do Bragança, líder da série A do Campeonato de Portugal
Danny Pires é o goleador do líder da Série A do Campeonato de Portugal. Filho da terra fala do "sonho" de conseguir chegar à Liga 3 pelo clube que o fez crescer. Extremo de 24 anos soma dez golos em 17 jogos e já está a rubricar a melhor temporada da carreira. Equipa ainda não perdeu em casa, embora o objetivo principal seja a "permanência".
Oito jogos sem perder - com três empates e quatro vitórias - são números que ajudam o Bragança a continuar, jornada após jornada, na liderança da Série A do Campeonato de Portugal. Na época passada, os transmontanos ficaram no terceiro posto, às portas do apuramento para a fase de subida e, esta época, procuram entrar no definitivo lote de candidatos à Liga 3. Os golos de Danny Pires têm sido pinceladas que dão cor ao sonho brigantino, não fosse o extremo o melhor marcador da equipa. Aos 24 anos, são dez os remates certeiros - oito no CdP e dois na Taça de Portugal - o último dos quais na vitória, de reviravolta, no Vianense, por 3-2. Apesar de a "permanência" ser apontada como o "objetivo principal" para a temporada, Danny não deixa de exprimir o "sonho" que seria conseguir subir à Liga 3 pelo clube da terra. "Seria incrível, era um sonho para o clube e para mim. O Bragança tem passado por momentos muito difíceis nos últimos anos e, agora que estamos estabilizados no CdP, seria a melhor sensação possível [subir à Liga 3]", refere. Para isso, é essencial continuar nos "lugares cimeiros", mas ressalva: "Temos de ser cautelosos".
Ir a Bragança tem sido mau sinal para os adversários, visto que o conjunto orientado por André Irulegui ainda não perdeu em casa. "Em 2024/25, também perdemos poucos jogos em casa. É fundamental não perder pontos em casa. O ambiente proporcionado pelos adeptos também tem ajudado para que isso aconteça. Estamos num bom momento", aponta. E nem os nevões ajudam: "Por sorte, sempre que jogamos em casa, não tem estado muito mau tempo. Se isso acontecer, talvez nos traga vantagem, por já estarmos habituados".
A melhoria face ao ano transato explica-se pela "continuidade" de boa parte do plantel e pelos retoques dos reforços. "Estamos muito sólidos defensivamente. A equipa técnica dá estabilidade aos jogadores e, mesmo quando não estamos no nosso melhor, temos conseguido reagir", elogia. Definindo-se como um extremo "vertical", Danny acrescenta que tem melhorado noutros aspetos, não tanto a ver com a vocação ofensiva: "Tenho aprendido a perceber quando é que devo ter calma e, por exemplo, ajudar a equipa defensivamente. Não posso pensar só em atacar". A rubricar a melhor época da carreira, expressa o desejo de "continuar assim" a ajudar o Bragança, clube que o viu nascer para o futebol.
Na quarta divisão da Finlândia
Em 2022, Danny Pires aceitou o convite do Peimari United, da quarta divisão da Finlândia. "Decidi experimentar o estrangeiro após um ano menos bom em Portugal. O treinador era português e havia outros no plantel", lembra. "Quando se fala da Finlândia, pensa-se logo que a principal dificuldade é o frio, mas, como sou de Bragança, não foi muito difícil. A qualidade do futebol não é tão boa, é mais amadora, mas compensa financeiramente face ao Campeonato de Portugal", revela.

