
Chamito e Jefer Gunjo
Reforços de inverno, levaram pouco tempo a causar impacto no Varzim
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Com percursos semelhantes e um traço comum por terem brilhado na estreia pelo Varzim, o moçambicano Chamito e o angolano Jefer Gunjo foram dois tiros certeiros no scouting de inverno do Varzim. Os dois avançados alinhavam na Liga Revelação e chegaram, em janeiro, por empréstimo de Ac. Viseu (Chamito) e Leixões (Jefer Gunjo), tendo ambos marcado nas respetivas estreias.
Chamito, 22 anos, que esteve recentemente na CAN ao serviço de Moçambique, nasceu na cidade da Beira, onde começou a jogar no Têxtil do Pungué, clube em que se assumiu como capitão. Deu, depois, o salto para o Black Bulls e sagrou-se campeão da Liga de Moçambique, antes de assinar, esta temporada, pelo Ac. Viseu, cumprindo dois jogos pela equipa principal e onze nos sub-23 (4 golos e 3 assistências). Cedido aos poveiros, marcou na estreia frente à Sanjoanense, saindo do banco e sendo decisivo num triunfo por 2-0, voltando a marcar contra o Amarante, na vitória (2-1) que marcou o arranque da fase de subida. "Fui muito bem recebido e senti que os adeptos dão um apoio muito forte. Adorei sentir o carinho deles e, quando fomos jogar em Marco de Canaveses, foi impressionante a paixão que demonstraram", afirmou Chamito que viveu uma "sensação fantástica" ao marcar na estreia, emocionando-se com as muitas mensagens que recebeu de Moçambique, em especial da mãe: "Ela já sabia que tinha feito um golo. Foi incrível".
Convicto de que a parceria com Jefer Gunjo, que liga Moçambique e Angola, dois "países irmãos que são como uma família" pode "ter muito sucesso", Chamito sabe que agora tem em Jefer Gunjo, 20 anos, um aliado no ataque. Formado no Sagrada Esperança, o moçambicano veio em 2023 para os juniores do Lusitânia dos Açores, estreando-se na época passada na Liga 3 e marcando quatro golos em 19 partidas. Esta temporada, mudou-se para os sub-23 do Leixões e faturou sete golos em 18 partidas, sendo feliz na estreia frente ao Amarante, já que entrou a 20 minutos do fim e, mesmo com a equipa reduzida a dez unidades, marcou nos descontos o golo da vitória (2-1). Nascido na província de Lunda Norte, e tendo igualmente nacionalidade congolesa por parte da mãe, Jefer Gunjo quer "ajudar o Varzim a subir" e sabe que para isso terá de "fazer golos". "Foi realmente uma estreia de sonho, emocionante festejar com os adeptos. Recebi muitas mensagens de Angola" disse o Mbappé da Lunda Norte, alcunha atribuída pelos amigos de infância.
Angolanos deixaram marca na Póvoa
Não foram muitos os moçambicanos com passagens de sucesso pelo Varzim, mas o lateral-esquerdo Sidónio foi uma grande referência nas décadas de 60 e 70. Quanto a angolanos, vários craques deixaram marca, destacando-se, num passado longínquo, o guarda-redes Benje e os avançados Vata e Lufemba. O último palanca negra a tornar-se ídolo nos alvinegros foi o avançado Mendonça, que foi ao Mundial de 2006, tal como o médio Figueiredo, enquanto jogador do Varzim.
