Caso dos emails: Adão Mendes confirma que "padres" eram árbitros e "missas" eram jogos

Adão Mendes
Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens
Antigo observador da Federação Portuguesa de Futebol e da Liga Portuguesa de Futebol Profissional foi ouvido no Juízo Central Criminal de Lisboa.
O julgamento relativo à divulgação de e-mails do Benfica no Porto Canal prosseguiu na manhã desta sexta-feira no Juízo Central Criminal de Lisboa. Durante a sessão, Adão Mendes, antigo observador da Federação Portuguesa de Futebol e da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, confirmou o envio de alguns emails e revelou o significado de alguns dos nomes de código utilizados de forma a ocultar as identidades dos envolvidos.
Adão Mendes, que segundo Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto, serviu de interface entre o Benfica e o mundo da arbitragem, confirmou que o código "padres" era relativo aos árbitros, enquanto "missas" eram jogos de futebol. Quando se referia à "juventude operária", o antigo observador da FPF e da Liga esclareceu que falava das "camadas jovens".
Já quando questionado sobre quem era o "primeiro-ministro", Adão Mendes começou por garantir que não se recordava, tendo acabado por confessar que era Luís Filipe Vieira, antigo presidente do Benfica.
Depois, confrontado com uma das declarações mais polémicas dos emails - "quem nos prejudicar sabe que é punido" -, Adão Mendes admitiu estar a referir-se ao Benfica, revelando ainda que Paulo Gonçalves, antigo assessor jurídico do Benfica, chegou a pedir-lhe opinião sobre quais os árbitros candidatos a assistentes da liga que mais mereciam ser promovidos.
15232422
15232316
