
Porto, 08/08/2021 - O Futebol Clube do Porto recebeu esta tarde o Belenenses Futebol SAD no Estádio do Dragão, em jogo a contar para a 1ª jornada da I Liga 2021/22. Festa do golo do FC Porto (Tony Dias/Global Imagens)
Tony Dias/Global Imagens
Treinador do FC Porto elevou peso da bola parada para percentagens recorde entre os três crónicos candidatos.
Sérgio Conceição é o treinador que maior produtividade apresenta nas bolas paradas.
Das quatro épocas completas no FC Porto, as equipas do técnico tiveram, em três delas, um peso da bola parada no total dos golos igual ou superior a 20 por cento e só na temporada passada é que esse número ficou nos 19 por cento.
Além disso, em 2018/19, ano em que o título até fugiu, os dragões estabeleceram um recorde, nas últimas dez épocas, com 27 por cento dos golos a resultarem destes lances - excetuando, lá está, os penáltis - sendo que no ano seguinte, que o FC Porto foi campeão, esse número foi de 26 por cento. Em comparação, a melhor marca de Jorge Jesus na primeira passagem pelo Benfica foi de 16 por cento, e em 2020/21, quando o "mestre da tática" regressou à Luz, a época acabou com um peso de seis por cento. Os melhores números foram de Rui Vitória, em 2016/17 e 2017/18, com 18 por cento, e em 2019/20, com Bruno Lage, primeiro, e Nélson Veríssimo, depois, ao leme. No Sporting, o panorama é semelhante e Rúben Amorim devolveu o leão aos títulos com oito golos de laboratório - num total de 65 - o que redundou num peso de 12 por cento.
Curioso é, também, o recorde negativo no primeiro ano de Lopetegui, no Dragão, com quatro golos de bola parada em 74 (cinco por cento de peso). E houve, ainda, o Sporting de 2012/13 com quatro treinadores e três remates certeiros de laboratório, em 36...
Leão é rei dos penáltis
E no campo dos penáltis, quem marcou mais nos últimos dez anos? O líder deste particular é o Sporting, que concretizou 77 castigos máximos, contra 68 do FC Porto e 58 do Benfica. De facto, os três grandes são as equipas que dispuseram de mais grandes penalidades entre as seis que nunca desceram neste espaço temporal. O V. Guimarães, com 57 penáltis, fica perto do número do Benfica, mas Braga (41) e Marítimo (32) nem tanto. Aliás, o Rio Ave, que desceu na época anterior, teve 40 penáltis e o Estoril, que voltou este ano à Liga Bwin, contou 32, tantos quantos os do Marítimo.
Fazendo as contas ao peso que os penáltis representam no total de golos de bola parada, o Sporting é o mais dependente, com 46 por cento, seguido do V. Guimarães (44%) e de FC Porto e Benfica (34%).
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