
Luiz Phellype (C) do Santa Clara disputa a bola com Marcano (D) do FC Porto, durante o jogo da Taça da Liga de Futebol disputado no Estádio de São Miguel em Ponta Delgada, Ilha de Sãp Miguel, Açores, 26 de outubro de 2021. EDUARDO COSTA/LUSA
LUSA
O JOGO fez as contas a todos os golos de laboratório marcados nas últimas dez épocas. FC Porto é quem mais festeja.
Que equipa marcou mais golos em lances de bola parada - penáltis excluídos - nas últimas dez temporadas?
Qual é o laboratório que melhor funciona em Portugal? O JOGO fez as contas e a conclusão é esta: o FC Porto marcou 132 golos, desde 2012/13, nesta situação, a uma distância confortável do Benfica, com 111 golos, marca que ganha especial relevância porque as águias até têm um número total de golos superior (731) em relação aos portistas.
Mais: se atendermos ao peso percentual da bola parada na totalidade dos remates certeiros, os dragões continuam a mandar entre os quatro principais emblemas da Liga Bwin, com uma média de 20 por cento, contra 18% do Braga, 16% de Sporting e 15% do Benfica.
São 30 os conjuntos que disputaram o principal escalão neste espaço temporal, no qual foram marcados 6965 golos, sendo 1491 (21 por cento) de bola parada.
Entre todos, o Feirense, que esteve três épocas na I Liga, é a equipa cuja bola parada tem um maior peso no total de golos - 38 por cento -, sendo que no polo oposto está o União da Madeira, com onze por cento, tendo, porém, estado apenas uma época na liga principal. Todavia, o Vizela, com dois golos, é o clube que surge no fundo da tabela, mas regressou somente em 2021/22 ao convívio com os grandes e conta com 11 jogos efetuados. Aliás, o peso da bola parada no total dos golos vizelenses é de 22 por cento, números bem superiores aos do União da Madeira. Importa referir que o Boavista é quem mais dependeu do laboratório (33 por cento) na última década, atendendo aos 18 clubes que constituem a I Liga no presente ano.
De facto, a percentagem de golos de bola parada sobe na maioria dos emblemas que habitualmente lutam - ou lutaram - para não descer, porque em equipas como os três grandes, Braga e V. Guimarães, crónicos candidatos ao título e aos lugares europeus, essa média é inferior a 20 por cento, excetuando o FC Porto, que tem precisamente os tais 20 por cento. Aliás, entre os 30 clubes, apenas seis estiveram sempre na I Liga desde 2012/13 (FC Porto, Benfica, Sporting, Braga, V. Guimarães e Marítimo) e os madeirenses são mais dependentes das jogadas de laboratório (27 por cento). Não será coincidência dizer que nas últimas dez épocas terminaram seis delas na parte inferior da tabela.
Um goleador insuspeito entre os grandes
Iván Marcano (FC Porto) é o melhor marcador em lances de bola parada das últimas seis épocas - considerando apenas temporadas completas - amostra que foi encurtada de forma a englobar jogadores que ainda estejam atualmente na Liga Bwin. O espanhol até tem uma desvantagem, pois em 2018/19 representou a Roma, mas ao todo soma 11 golos de laboratório, contra os nove de Coates (Sporting). No topo do ranking há, ainda, dois avançados, que entretanto rumaram a outras paragens: o ex-dragão Marega e Bas Dost, antigo avançado dos leões, ambos com nove golos. Ao todo, Marcano e Coates têm o mesmo número de golos neste espaço temporal (15), mas o uruguaio fica para trás, pois tem faturado em várias segundas bolas.
Não perca a segunda parte da análise:
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