
Beni Mukendi num lance com Pepê, do FC Porto
Miguel Pereira
Médio é um jogador com mercado e já podia ter saído em janeiro, mas ficou para ajudar a equipa na luta europeia e para sair ainda mais valorizado
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Beni Mukendi é um dos principais ativos da SAD do V. Guimarães e a saída do clube, no final da temporada, praticamente inevitável, vai permitir um bom encaixe financeiro. Segundo O JOGO apurou, o médio tem sido observado por vários clubes dos principais campeonatos europeus.
O internacional angolano já podia ter deixado o Vitória no último mercado, tendo até recebido abordagens de emblemas de Espanha, Itália e França, mas a SAD presidida por António Miguel Cardoso optou por mantê-lo até final da presente temporada para que se valorizasse ainda mais, tendo ajudado na conquista da Taça da Liga.
Beni Mukendi mostra argumentos que validam a aposta de António Miguel Cardoso. Tem sido titular indiscutível e continua a dar sinais de crescimento sob o comando de Luís Pinto. O Vitória pagou ao Casa Pia três milhões de euros, por 80% dos direitos económicos, com opção de compra de mais 10% por 300 mil euros, e prepara-se, no próximo mercado de transferências, para recuperar esse investimento e ainda ter um bom lucro com um jogador que tem contrato até 30 de junho de 2029.
Observado pelo V. Guimarães desde que representava o Trofense, entre o verão de 2020 e janeiro de 2023, a chegada ao castelo aconteceu nos primeiros dias de 2025, num mercado que garantiu ainda as contratações de Vando Félix (ex-Torreense), Umaro Embaló (ex-Fortuna Sittard), Hevertton Santos (ex-Queens Park Rangers) e Filipe Relvas (ex-Portimonense). Apesar do bom desempenho no Casa Pia, realizou apenas oito jogos na primeira meia época, até porque estava tapado por Tomás Händel e Tiago Silva. A saída da dupla abriu-lhe espaço na equipa titular.

