Benfica-Real Madrid: coração de Di María "fica no meio", o de Garay "pende mais" para as águias

Di María
SL Benfica
Di María e Garay, que jogaram no Benfica e no Real Madrid, falam sobre o duelo de quarta-feira, relativo à oitava e última jornada da fase de liga da Liga dos Campeões. Está agendado para as 20h00, no Estádio da Luz
Ángel Di María, extremo do Rosario Central, foi convidado pelo jornal desportivo espanhol AS a falar sobre o Benfica-Real Madrid, um jogo especial para os argentino pois fez carreira nos dois clubes. El Fideo não conseguiu escolher entre os dois clubes.
"O meu coração? Nesta situação fica no meio (risos). O Real Madrid está quase qualificado e o Benfica tem a situação mais complicada, mas não consigo escolher. Fui muito feliz nos dois sítios e não posso escolher. Que seja o que Deus quiser", referiu, recordando o "salto" para os merengues e o trabalho com José Mourinho.
"Fui vivendo o dia a dia até que, no meu terceiro ano em Portugal, explodi e comecei a receber propostas dos maiores clubes da Europa. Quando apareceu o Real Madrid, era óbvio que eu não podia dizer não. É o maior clube do Mundo e foi um privilégio poder ir para lá. Foi um desafio maravilhoso, porque alcancei o nível mais alto que um jogador pode atingir num clube", disse. "Mourinho é o número um, longe dos restantes, como pessoa e treinador, por aquilo que dá ao jogador, equipa e clube. A mim deu-me tudo e estarei sempre agradecido a Mourinho. Deu a cara por mim para que fosse para o Real Madrid depois do Mundial'2010, que não foi bom em termos de rendimento pessoal. Apoiou-me para que estivesse ao seu lado", recordou, comentando também a chegada de Xabi Alonso ao comando técnico dos blancos.
"Não é fácil a pressão que se coloca no Real Madrid. Há pouca paciência num clube tão grande e querem resultados rápidos, mas Xabi Alonso é um grande treinador. Arbeloa não sei como é como treinador. É um grande rapaz, gostava dele e tínhamos uma boa relação. Não começou bem, mas deu a volta por cima e acredito que as coisas podem correr bem com ele", comentou Di María.
Outro jogador que passou por Benfica e Real Madrid, também argentino, e falou ao AS foi Ezequiel Garay. "É difícil sair de um clube como o Real Madrid. Entendi que o que mais gostava era de jogar, que precisava de ritmo, de jogar vários jogos seguidos... e o Benfica ia dar-me isso. O meu coração pende mais para o Benfica. Pelos anos que lá passei, como pessoa e como futebolista. Foram dos meus melhores anos. Devo muito a esse clube e às pessoas. A um clube como o Real Madrid nunca se pode dizer que não. É um mundo à parte", abordou sobre a passagem pelos dois clubes.
Sobre Mourinho, também tem elogios a fazer: "Tem uma personalidade muito grande, muito forte. Que é o que uma equipa precisa. Era algo que fazia falta no Real Madrid. O poder competir, ver o que o Real Madrid é na realidade. E isso refletiu-se muitíssimo com ele."
O antigo defesa-central, que tal como Di María partilhou balneário com Arbeloa, deseja sorte ao novo treinador dos blancos. "Via-se que o Xabi [Alonso] seria treinador, o Arbeloa, nem por isso, mas está a sair-se muito bem Ao Real Madrid quero sempre que corra tudo bem. Que ganhe. Oxalá o Arbeloa possa conquistar uma Champions e fazer o que o Zidane fez. É um mundo diferente e todos querem lá estar e ganhar o máximo possível. Um balneário como o do Real Madrid é muito difícil. Há grandes jogadores, grandes estrelas. É complicado geri-los. O treinador tem de ter muito caráter", atirou.

