
André Franco
André Rolo
ENTREVISTA, PARTE XI - Para um devoto da NBA, André Franco sente-se como um miúdo num parque de diversões em Chicago
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Apesar do frio, a adaptação a Chicago foi rápida e André Franco vê-se a viver por lá muitos anos. O basquetebol ajuda...
Que principais diferenças é que encontrou no futebol lá, relativamente ao português?
-É uma pergunta que me fazem muitos amigos. Em termos técnicos, é uma liga muito subvalorizada, os jogadores têm qualidade, e não estou só a falar daqueles jogadores que vêm da Europa, mesmo os americanos são jogadores com qualidade. A maior diferença é a nível do conhecimento do jogo, aí é onde podem dar os próximos passos. Isso vem da base, da formação, que é onde devem investir mais para depois os jogadores, daqui a cinco ou seis anos, quando chegarem às equipas principais, tenham a noção do que é o tempo do jogo. Em termos técnicos, são obcecados pelo trabalho, treinam de manhã, à tarde fazem trabalho específico de passe, de receção... Por aí, estão num bom caminho.
E os adeptos?
-Ando na rua e ninguém me reconhece. O Chicago Fire está a construir um estádio novo, que fica pronto em 2028 porque não temos estádio próprio. Jogamos no estádio da equipa de futebol americano, o Soldier Field, com mais de 60 mil pessoas, mas só enche quando é contra o Inter Miami. Normalmente, temos entre 15 a 20 mil pessoas e sente-se que gostam, mas é mais os latinos, mexicanos e assim. O americano em si ainda não está tão familiarizado com o desporto. Gostam mais de futebol americano, basquetebol, o basebol. Agora com o campeonato do Mundo de seleções, um jogador como o Messi ajuda a divulgar... Acho que é uma questão de tempo
Como foi ir viver para Chicago, custou muito a adaptação?
-Muito frio. Mas, curiosamente, quando cheguei lá estava mais quente do que em Portugal. É uma cidade espetacular, adoro viver lá. A minha família também está muito bem lá. Agora, mais para o fim, estava a ficar muito frio, a nevar. Aqui em Portugal não há neve, pelo menos nas grandes cidades. Foi uma adaptação gira, fácil. Vejo-me a fazer vida ali nos próximos anos muito facilmente.
Sendo um fã da NBA, estando na cidade dos Chicago Bulls, sente-se como um miúdo no parque de diversões?
-Completamente. Quem me conhece sabe o quanto eu gosto de NBA. Vou a todos os jogos. Tive a possibilidade de divulgar nas redes sociais um momento que me ficou marcado, que foi estar no pavilhão a fazer lançamentos. Pensar que estava a lançar num cesto onde o Michael Jordan lançou, foi um sonho. Estou muito feliz por tudo. Pelo futebol principalmente, mas depois por tudo o que está à minha volta. À NBA vou sempre e os outros desportos sempre que dá. Vou ver o futebol americano, já fui ver o basebol. Ainda me está a faltar o hóquei no gelo, mas tenho muito tempo agora.
Há outro português no Chicago, o Leonardo Barroso. De quem é que estamos a falar?
-Um menino, 20 aninhos, se não me engano, com um potencial enorme, grandes capacidades físicas fora do normal. Não é à toa que o míster Luís Freire o chamou para o Sub-21. Tem todo o potencial, se ele quiser, para fazer a carreira toda nos Estados Unidos. Se quiser voltar à Europa também não vai ser muito difícil. Tem todas as condições para conseguir atingir um patamar muito alto.

