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Filipe Amorim / Global Imagens
Denúncia do protocolo entre clube com a Codecity e SAD foi aprovada por 85% dos votos. Antes, a violência entre adeptos obrigou a 30 minutos de interrupção e intervenção policial
A assembleia-geral extraordinária do Belenenses ficou marcada por violentos confrontos entre 50 adeptos, que motivaram uma paragem de 30 minutos da sessão e entrada de polícia em cena. A confusão instalou-se após a intervenção de Patrick Morais de Carvalho, presidente do clube, a condenar a possível abstenção na votação que se seguiria.
Quase 400 associados marcaram presença, sendo que 264 votaram. Desses, 84% deram o sim à (3% votaram contra) proposta de denúncia do protocolo, em vigor desde 2012, com a SAD e a Codecity, empresa que tutela o futebol profissional dos azuis.
O presidente elogiou a decisão dos consócios, informando ainda que os líderes do conselho geral e da mesa da assembleia geral prosseguirão as negociações tripartidas, de forma a superar a clivagem pessoal instalada: "Os sócios sufragaram de forma massiva esta estratégia. Entraremos num período de negociação. Damos um período de tempo, até 30 de junho. Trouxemos esta questão à AG, pedir o voto, agora há vontade legitimada desta denúncia. Porventura, já tentando negociar há tanto tempo, e estando, de lado a lado, a bater numa porta, manda o bom senso que outras figuras assumam a negociação. Não teve nada a ver com os desacatos", reitera.
O presidente explica que o Restelo continuará a ser o recinto da equipa A até final da época e que há interesse em que assim permaneça nas épocas vindouras: "Não queremos dar nenhuma vantagem aos clubes que defrontam o Belenenses. Até final do campeonato, continuarão a jogar no Restelo. Contamos que, mediante a boa fé de todos, a equipa do Belenenses continue a jogar no Restelo na próxima época. Se não jogar, será por vontade expressa da SAD".
A terminar, Patrick Morais de Carvalho estabeleceu as metas para um novo princípio de acordo: "Houve alterações importantes no protocolo. O Belenenses ainda era maioritário na SAD, passou a ter só 10% e as condições não podem continuar as mesmas. Na próxima época, as condições são de ter uma equipa de futebol sénior e a utilização do Estádio do Restelo deixar de ser exclusiva da SAD. Será garantida a manutenção do mesmo, mas também paga de acordo e com antecedência de 72 horas. Queremos uma relação de forças mais equilibrada entre as três pernas", concretiza.
