Varandas admite vender em janeiro: conheça os nomes equacionados

Varandas admite vender em janeiro: conheça os nomes equacionados
Duarte Tornesi/Rui Miguel Gomes

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SAD tem como objetivo reduzir a pressão de vender a joia Bruno Fernandes, apontando para um encaixe na ordem dos 15 milhões de euros.

O equilíbrio das contas sem que a equipa perca competitividade é o grande objetivo da SAD liderada por Frederico Varandas, que, sabe O JOGO, admite vender um atleta na reabertura do mercado de transferências em janeiro.

De acordo com informações recolhidas pelo nosso jornal, o cenário ganha especial relevância no enquadramento e vontade de manter Bruno Fernandes nas fileiras até ao final da época em curso, depois de ter sido recusada uma transferência do atual capitão de equipa para os ingleses do Tottenham por 60 milhões de euros, mais dez milhões em objetivos variáveis.

Com efeito, os dirigentes leoninos apontam para um encaixe na ordem dos 15 M€, que lhes permita uma margem de manobra importante na gestão dos processos que têm em aberto, como renovações e, igualmente, um reforço cirúrgico do plantel. Neste contexto, o desejo dos leões passa, por exemplo, pela aquisição de mais um avançado, independentemente da inscrição de Pedro Mendes, atacante da equipa de sub-23 que se estreou recentemente na formação principal com um golo em Eindhoven para a Liga Europa.

Porém, sobrepõe-se à questão do reforço do plantel a garantia de não ter a pressão de negociar em baixa o principal ativo do clube, resguardando essa necessidade apenas para o final da presente temporada. A lógica que ganha forma em Alvalade é precisamente a mesma que esteve subjacente à transferência de Raphinha e Thierry Correia, respetivamente para o Rennes e Valência no final da época: ter capacidade de fazer face aos compromissos financeiros sem transferir jogadores por valores inferiores ao desejado pela pressão da tesouraria. Desta forma, a sociedade que gere o futebol verde e branco conseguiu arrecadar 20 M€ com o extremo brasileiro e mais 12 M€ pelo lateral-direito internacional sub-21 luso.

Certo é que os leões acabaram o último defeso com uma receita consideravelmente assinalável, concretamente 51 M€, proveniente da transferência de ativos, sem perderem aquela que é a joia da coroa e, como o próprio Frederico Varandas afirmou, que "ninguém esperava que fosse possível" continuar, ainda que tenha desembolsado 20,5 M€ em reforços. Ora, perante a intenção dos dirigentes leoninos, nomes como os de Coates, Acuña ou Wendel podem entrar na equação, pese, no caso do médio brasileiro, o valor de mercado ser superior ao desejado. E se Wendel tem como possível valorização a próxima edição dos Jogos Olímpicos, também Coates e Acuña vislumbram a Copa América de 2020 como outro ponto de destaque para as respetivas carreiras.