Sporting sob pressão para vender: esperanças da SAD recaem sobre um jogador

Sporting sob pressão para vender: esperanças da SAD recaem sobre um jogador
Rui Miguel Gomes

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Dirigentes leoninos têm como objetivo consumar alguma mais-valia antes do fecho do exercício em curso, ou seja, até ao fim de junho. Receitas da Champions atenuam, mas não chegam.

O recente relatório e contas da SAD do Sporting, referente ao 3.º trimestre do exercício de 2020/21, em que foi apresentado um resultado líquido negativo de 23,5 milhões de euros (M€), demonstra a pressão que recai sobre os ombros da administração liderada por Frederico Varandas para realizar mais-valias, concretamente vendas de jogadores.

Aliás, segundo O JOGO apurou, esse é mesmo um pressuposto que os leões pretendem cumprir até ao final do presente mês, quando termina o exercício em curso. É que se tal não for alcançado a SAD irá averbar um prejuízo acima dos 30 M€, os quais naturalmente têm como contexto a situação pandémica vivida presentemente, que influenciou a elevada quebra de receitas, levando a que, por exemplo, nos primeiros nove meses do exercício o Sporting tenha visto o volume de negócios cair em 52%, fixando-se nos 75,1 M€. E neste contexto de vendas é sobre Nuno Mendes que recaem as principais esperanças dos dirigentes leoninos, que, sublinhe-se, pretendem evitar tocar em nomes como João Palhinha ou Pedro Gonçalves, vistos como indispensáveis pelo treinador, a par, por exemplo, de Coates.

Como o nosso jornal oportunamente deu conta, é sobre o jovem lateral-esquerdo que se encontra ao serviço da Seleção Nacional que recaem as atenções dos leões para fazer a "grande venda" que possa equilibrar as contas - olhando para verbas na ordem dos 50 a 60 M€ -, que terão o incremento próximo dos 28 M€ de receitas da Liga dos Campeões, isto sem contar com os resultados desportivos e outros encaixes menores que podem surgir, como a transferência de Rosier pelos 6 M€ desejados.

É que as despesas são elevadas, isto se tivermos em consideração a planificação da nova temporada com respetivas aquisições - ainda que as mesmas possam ser pagas de forma prolongada no tempo e envolver cedências de atletas -, as dívidas correntes a pagar no espaço de um ano -entre clubes e agentes atingem os 62,1 M€ - assim como é preciso ter em consideração os compromissos com a banca. É que, no âmbito do plano de reestruturação modificado em outubro de 2019, os leões têm de canalizar 30% das receitas de transferência de um atleta para a banca (Novo Banco e Millenium BCP), algo que tem de ser feito até ao final do exercício seguinte, assim como 7 M€ têm de ser pagos às entidades em causa pela qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões, isto ao abrigo do Acordo Quadro firmado entre as partes.