Polícia recomendou que claques do Sporting ficassem nas sedes

Polícia recomendou que claques do Sporting ficassem nas sedes
Bruno Fernandes/Filipe Alexandre Dias/Rui Miguel Gomes

Tópicos

Ação de despejo ainda não deu entrada no tribunal, que, dando o seu parecer positivo, poderá motivar a entrada em cena das forças policiais. Estas têm dialogado permanentemente com o clube.

As forças policiais, concretamente a Polícia de Segurança Pública (PSP), sabe O JOGO, foram claras na recomendação efetuada ao Sporting para que não avançasse para o despejo da Juventude Leonina e do Directivo Ultras XXI das respetivas sedes, localizadas junto ao Estádio José Alvalade. Os motivos são claros e foram expressos verbalmente aos dirigentes leoninos, ainda que fontes contactadas por O JOGO, apontem para a existência de um ofício a dar conta do mesmo: perante o clima que se vive atualmente em torno do clube, concretamente a quebra do protocolo com os dois Grupos Organizados de Adeptos (GOA), agora ilegalizados, tal poderá levantar sérios problemas de segurança.

O diálogo entre os dirigentes do emblema de Alvalade e a PSP tem sido constante, de modo que a os eventos desportivos e a segurança em torno destes esteja sempre salvaguardada. Como se viu, por exemplo, no derradeiro encontro de futsal entre o Sporting e o Braga, anteontem, no Pavilhão João Rocha, o reforço policial tem sido assinalável, destacando-se a presença de efetivos da Unidade Especial de Polícia, frequentemente denominada de polícia de choque. A própria PSP informou que só poderá participar na ação de despejo mediante ordem judicial, algo que ainda não existe.

Isso mesmo apurou o nosso jornal, sendo intenção dos dirigentes leoninos a apresentação o quanto antes no tribunal de uma ação de despejo, que necessitará, evidentemente, de um parecer positivo para que a intenção passe para a prática. Recorde-se que os dois GOA em causa foram informados no final do último mês que teriam de abandonar as instalações que têm ocupado logo após a construção do Estádio José Alvalade, pese o vazio legal que em tempos foi gerado pela responsabilidade e propriedade das referidas sedes.