"O Rui Patrício teve lapsos de memória seletiva, no mínimo"

"O Rui Patrício teve lapsos de memória seletiva, no mínimo"
Rafael Toucedo

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Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, falou aos jornalistas à saída do Tribunal de Monsanto, no dia em que Rui Patrício testemunhou por videoconferência.

À saída do Tribunal de Monsanto nesta segunda-feira, Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, falou aos jornalistas e disse que houve "aproveitamento" de alguns jogadores depois do ataque à Academia de Alcochete e que Rui Patrício teve "lapsos de memória seletiva".

"Até agora não houve dias bons ou maus para a defesa de Bruno de Carvalho. Houve é testemunhas mais e menos rigorosas. O Rui Patrício, na minha opinião, teve lapsos de memória seletiva. Se foi de propósito ou não, não vou dizer. Mas quem diz que nunca tinha pedido para sair antes do ataque à Academia, é memória seletiva, no mínimo...", começou por dizer.

"O que eu sei é que no início da época o Rui Patrício pediu para sair. Ele manifestou esse interesse, a direção decidiu que ele saía, mas o treinador não quis abdicar do jogador e exigiu que ficasse. A administração devia ter batido o pé, quem quisesse sair devia ter saído. Mas isto do ataque à Academia de Alcochete não aconteceu por jogadores querem sair ou não. O problema é o aproveitamento que se fez depois de Alcochete. Jogadores que ganhavam 12 mil euros por mês e passaram a ganhar 30 ou 35 mil. Os que ganhavam 100 mil passaram a ganhar 500 mil... houve gente que ganhou dinheiro com isto", sentenciou Miguel Fonseca.

Ainda na sessão desta segunda-feira, Márcio Sampaio, ex-recuperador físico do Sporting na altura do ataque à Academia de Alcochete, disse que, na reunião com a equipa técnica antes da invasão do dia 15 de maio de 2018, Bruno de Carvalho disse 'Vocês nem sabem o que é que estava a ser preparado'.

Questionado sobre estas declarações, Miguel Fonseca disse que Bruno de Carvalho disse que fez tudo para desmontar algo que podia estar a ser preparado contra um jogador, Marcos Acuña: "O que Bruno de Carvalho disse, que foi o que a juiz presidente nos transmitiu hoje, é que tinha feito tudo para desmontar algo que podia estar a ser preparado. E falou-se num telefonema a propósito da morada de um jogador, o Acuña."