Saravia e os números a pedir por mais: "Diagonais foram o maior problema"

Saravia e os números a pedir por mais: "Diagonais foram o maior problema"
Manuel Casaca

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De regresso à titularidade, o lateral-direito argentino esteve muito interventivo com o Coimbrões, ganhou a maior parte dos duelos defensivos e mostrou-se no meio-campo do rival.

O jogo com o Coimbrões permitiu a Saravia ganhar a confiança e o ritmo competitivo que precisava, reforçando o estatuto que trazia quando chegou ao Dragão como internacional A pela Argentina.

A Taça de Portugal proporcionou-lhe uma nova oportunidade de mostrar serviço, depois da má imagem que tinha deixado na estreia, contra o Krasnodar, no play-off de apuramento para a Liga dos Campeões. Em Pedroso, no entanto, o número 24 portista esteve em bom plano e deixou bem claro que, depois de um tempo de adaptação a um novo país e a um novo futebol, pode ser opção para o futuro.

No sábado, independentemente de tratar-se de um adversário do Campeonato de Portugal, Saravia justificou a aposta. Muito interventivo, passou grande parte do jogo no meio-campo adversário. Tentou o golo e até chegou a marcar, mas estava fora de jogo. Defensivamente conseguiu uma exibição acertada. E até teve de ser o avançado do Coimbrões, Ivo Lucas, a marcá-lo.

"Foi um duelo difícil, sobretudo por causa das diagonais ofensivas dele. É um jogador rápido, ofensivamente é muito forte. Tinha de acompanhá-lo e não foi fácil", admitiu o extremo da equipa gaiense a O JOGO, revelando que tentou fazer uso da velocidade para ultrapassar o argentino, mas sem resultados práticos. "A única hipótese que tinha era apostar na velocidade, mas não consegui muito isso no jogo, porque quase não deu para atacar. Nesse aspeto, ele conseguiu acompanhar-me. Ainda consegui "sacar-lhe" um amarelo...", recorda o atacante.

Num jogo em que esteve muito ativo, sobretudo na primeira parte, Saravia fez sete recuperações, três interceções e ganhou três lances aéreos. Ivo Lucas ficou com a sensação de que o argentino "defende bem", mas admite que não teve muitas oportunidades para confirmar.

No final, só não trocou de camisola com o argentino porque queria outra. "Pedi a camisola ao Soares, porque ele é o 29 e eu também. Ele ofereceu-me a camisola e eu fiquei com a minha", sorriu.