A epopeia de Nakajima: 34 mil quilómetros e mais de 42 horas de avião

A epopeia de Nakajima: 34 mil quilómetros e mais de 42 horas de avião
Bruno Filipe Monteiro

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Médio japonês é, a par dos compatriotas Gonda e Anzai (Portimonense), o "português" mais afetado pelas viagens nesta época de seleções. Só estará no Olival na quinta-feira e deve ser poupado na Taça.

A condição física de Nakajima merecerá especial atenção no regresso do japonês ao Olival (agendado para quinta-feira), depois de uma epopeia que obriga o jogador do FC Porto a percorrer mais de 34 mil quilómetros e a passar mais de 42 horas dentro de um avião.

Com exceção dos compatriotas Gonda e Anzai (Portimonense), que passam pelo mesmo, não há outro "português" mais afetado pelas viagens neste período de seleções do que o médio. E, ao invés dos algarvios, ainda poderá chegar com 180 minutos de jogo nas pernas. Depois de ter cumprido 90' com a Mongólia, "Naka" está apontado ao onze do Japão no embate de terça-feira com o Tajiquistão, onde jogará num relvado sintético. Por isso, tudo aponta para que venha a ser poupado no arranque da caminhada dos dragões na edição 2019/20 da Taça de Portugal, com o Coimbrões.

Apesar do desgaste provocado pelas viagens de longa distância, Nakajima contou à Imprensa japonesa que as cumpre "sem stress nenhum". "Consigo dormir incrivelmente bem", assegurou. "Por norma vou a dormir ou a conversar com o Ueda [jogador do Cercle Brugge]", gracejou o portista, cuja popularidade ultrapassa as fronteiras de Portugal e do Japão.

Relatam os jornais nipónicos que o número 10 dos "Samurais Azuis" foi o nome mais gritado pelos jovens do Tajiquistão, que esperaram pelo fim do treino daquela seleção para conseguir alguns autógrafos das estrelas. "Naka" promete retribuir com espetáculo. "É importante conhecer o adversário, mas, pessoalmente, isso pouco importante se deres o teu melhor. Independentemente do que consiga [golos ou assistências], só quero jogar e divertir-me", rematou.