Rolando: o porquê de não ter assinado no verão e a saída do "irmão Rúben Amorim"

Rolando: o porquê de não ter assinado no verão e a saída do "irmão Rúben Amorim"
Pedro Rocha

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Transferiu-se para o Braga em janeiro, mas ainda não se estreou com a camisola arsenalista. Rolando revelou o porquê de não ter assinado no início da época e comentou a saída de Rúben Amorim do clube.

Foi convencido por Rúben Amorim e o treinador partiu: "O Rúben Amorim é meu amigo desde as camadas jovens do Belenenses. É um irmão. Ele aceitou esse desafio [Sporting] por achar que era o melhor e eu fiquei contente por ele. Falámos antes ter acertado com o Braga e eu fiquei agradado com a possibilidade de trabalharmos juntos. Só que as coisas mudam rapidamente no futebol. Continuo feliz. Era importante regressar a Portugal até porque os meus filhos já estão grandes e sentiam a minha falta. O Braga permite-me estar em casa, perto da família. É um bom clube e está a lutar pelo pódio. Vou tentar ajudar nesse sentido".

Depois de a FPF ter suspendido os campeonatos secundários e de formação, receia o mesmo a nível profissional?

"Tenho um filho nos Sub-12 e ele deve encarar o futebol como divertimento. Achei bem que esses campeonatos tivessem parado. Já a finalização dos campeonatos profissionais parece-me algo mais complicado. O futebol é um "business". Eu espero continuar a jogar, embora dando primazia à saúde. Temos entidades competentes para decidir essa questão".

Por que razão não chegou a acordo com o Braga no verão: "Cheguei a falar com o presidente António Salvador e o míster Sá Pinto. Só que depois decidi que não era o momento por entender que tinha mais dois ou três anos de carreira pela frente. Foi isso que transmiti a António Salvador: queria algo diferente, nos EUA, no México, no Brasil ou na Ásia. Queria uma coisa diferente, mas as coisas não se proporcionaram e optei por esperar. Passado um tempo, surgiram novas propostas e outra vez o Braga, e ainda por cima com o Rúben Amorim".

A família: "Estamos todos bem. Tenho estado em permanente contacto com os pais [estão em Cabo Verde]. Estão longe e isso preocupa-me, mas até ao momento está tudo bem. Tenho confiança e muita fé em Deus. Istro vai ser ultrapassado".