"Não é por acaso que o Braga vai em terceiro lugar no campeonato"

"Não é por acaso que o Braga vai em terceiro lugar no campeonato"
Pedro Rocha

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Em conversa com os jornalistas, através de videoconferência, o defesa-central Rolando abordou a suspensão do campeonato, a concorrência no eixo da defesa e a bagagem com que chega a Braga.

Apresentou-se fisicamente bem durante duas semanas de trabalho e parou: "Esta paragem de treinos na relva acaba por ser positiva para mim. Agora estamos todos em pé de igualdade. Toda a gente vai recomeçar em pé de igualdade. Sou uma pessoa otimista e este é o único aspeto positivo que retiro da atual situação. Estavam em desvantagem em relação aos meus colegas e precisava de mais algum tempo para readquirir o ritmo de jogo, apesar de me sentir bem fisicamente. Já vamos para três semanas a treinar em casa e, curiosamente, eu já estava habituado a isso. Quando esta reclusão terminar, teremos pela frente uma pequena pré-temporada".

Em que posição da defesa a três se sentirá mais à vontade?

"Em Itália, tanto no Nápoles como no Inter, joguei sempre numa defesa a três. Por aí, tenho alguma experiência. Em função das características dos meus colegas e das minhas, julgo que poderei jogar no meio".

Impressões sobre os companheiros centrais: "Não é por acaso que o Braga vai em terceiro lugar no campeonato, depois de ter vencido a Taça da Liga. Tem centrais muito rodados na I Liga, como o Raul Silva e o Bruno Viana, e outros promissores, como é o caso do David Carmo, lançado num jogo importante, contra o FC Porto, e que tem várias internacionalizações pelas seleções jovens. E depois ainda há o Wallace, o Tormena e o Bruno Wilson. A equipa está bem servida de centrais, misturando juventude com experiência. É também por isso que a equipa funciona bem".

A missão de acrescentar experiência ao grupo: "Pela experiência em campo, poderei passar aos meus companheiros alguns detalhes importantes, tanto nos treinos como nos jogos, e o desejo frequente de vencer. Quem está acostumado a ganhar, lida melhor com essa obrigação. Não é fácil trabalhar dessa forma, mas eu já tenho essa experiência e creio que poderei ser importante nalguns momentos de maior pressão. Eles sabem que podem contar comigo".

A bagagem que adquiriu como jogador: "O futebol português era muito técnico e tático. Na Bélgica e em França, por exemplo, apercebi-me de que a componente tática estava muito relacionada com a capacidade física. Passei por diferentes experiências e isso ajudou-me a ser um jogador mais completo. Notei muito isso nos jogos europeus, naqueles que são mesmo a doer".