Orçamento top é para manter em Braga

Orçamento top é para manter em Braga
Pedro Rocha

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Nunca a sociedade investiu tanto como em 2017/18. Como o retorno se traduziu numa pontuação recorde na liga, com o máximo de vitórias e golos, o suporte financeiro vai manter-se elevado.

A folha salarial dos profissionais do Braga, enquadrada num orçamento global histórico de 30 milhões de euros (em vigor até 30 de junho), disparou em 2017/18 para 16 milhões e vai manter-se na próxima época. Os custos com o pessoal ligado à equipa principal e aos bês (jogadores, treinadores e estrutura) aumentaram 1,5 milhões em relação a 2016/17 e a sociedade desportiva não procederá a qualquer redução por entender que o investimento foi adequado face aos resultados obtidos na I Liga: pontuação recorde (75 pontos), acompanhada do maior número de vitórias (24) e de golos marcados (74).

A sonhar com a conquista do campeonato até à celebração do centenário do clube (faltam três anos), o presidente António Salvador já sentenciava em setembro que o plantel principal se situa entre "os melhores dos últimos dez anos, ao nível daquele que foi a uma final da Liga Europa" e, apesar da transferência de Danilo para o Nice (negócio que proporcionou o encaixe de um milhão de euros) e das devoluções de Jefferson (ao Sporting), André Horta (ao Benfica e, entretanto, vendido ao Los Angeles FC) e João Carlos Teixeira (FC Porto), é crível que a qualidade se mantenha. A SAD só admite abrir mão das suas principais pérolas por valores irrecusáveis e está a fazer tudo para satisfazer os desejos do técnico Abel Ferreira, tendo avançado rapidamente para as contratações do lateral Ailton (Estoril), dos médios Eduardo (Estoril) e João Novais (Rio Ave), e do ala Murilo (Nacional).

A distância do Braga para o poderio económico de FC Porto, Benfica e Sporting ainda é, porém, significativa. Um tema que Abel fez questão de abordar após uma derrota por 3-1 na Luz, ainda no dealbar da época. "Nós temos um orçamento de 15 milhões (esse era então um valor estimado) e os nossos adversários têm orçamentos de 150 milhões. A tendência até é para aumentar, mas há uma possibilidade de andarmos pelo meio deles e é isso que vamos tentar. Quero ver o Benfica na Champions, frente a adversários como o Real Madrid, o Bayern Munique ou o Barcelona, com orçamentos de 400 ou 500 milhões", atirou.