"Nunca jogaria no FC Porto ou Sporting, não seria capaz e não ia ser feliz"

"Nunca jogaria no FC Porto ou Sporting, não seria capaz e não ia ser feliz"
Pedro Marques Costa

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André Horta admite que não seria feliz a jogar nos rivais do Benfica e explica o que levou Rúben Amorim a afastá-lo do onze.

André Horta esteve em direto nas redes sociais com o "amigo" Alessandro Patias, antigo jogador de futsal do Benfica, para uma conversa descontraída e sem filtros. "Podes perguntar o que quiseres, respondo a tudo", começou por dizer. E assim foi.

No entanto, as questões mais difíceis chegaram de alguns adeptos que participaram no evento. A primeira foi sobre a possibilidade de, um dia, vir a jogar num dos rivais do Benfica, o clube do seu coração. "Tenho de ser sincero: não, não jogava. Tenho o maior respeito por esse clubes, até porque os rivais do Benfica também engrandecem o futebol português. Muitas vezes, são as conquistas dos outros que nos motivam a ser ainda melhores. Apesar disso, sinto que não seria capaz, não ia ser feliz", afirmou.

André Horta nunca escondeu a sua paixão pelo Benfica, mas garante que, na altura de ir lá para dentro, é um profissional como qualquer outro, que defende "com tudo" as cores do seu clube, como aconteceu, de resto, na recente visita ao Estádio da Luz, em que o Braga venceu (1-0) para o campeonato. "É sempre complicado ir jogar à Luz como adversário. E é complicado porque eles jogam muito (risos)", brincou. "Confesso que é um sentimento diferente, mas quando entro em campo estou ali para proteger os meus, a minha equipa, dar o máximo e fazer tudo para ganhar. Depois, no final do jogo, voltamos a ser amigos. E eu tenho lá muitos", prosseguiu.

O médio detalhou ainda o percurso na carreira, desde a dispensa do Benfica aos 15 anos, a "importância" do V. Setúbal para o seu sucesso, o regresso ao clube da Luz para "ser campeão, a "experiência" nos Estados Unidos e também a opção de voltar ao Braga depois de uma primeira passagem, que foi, para já, os "melhores seis meses" da sua vida desportiva. "Voltei pelo meu irmão, claro, mas também pelo presidente e pelo mister Abel. O presidente, tal como o treinador, mantiveram sempre o contacto, diziam-me que queria que eu voltasse; eles sempre foram impecáveis comigo, eu também fui sempre muito correto com eles, daí não ter pensado duas vezes quando recebi a proposta. No entanto, assim que eu cheguei, o mister Abel foi para o PAOK. Ainda estou lixado com ele por ter ido embora (risos)", contou.

Aposta de Sá Pinto, afastado por Amorim
Abel Ferreira saiu ainda na pré-época, chegou Sá Pinto, que fez de André Horta um dos habituais titulares do meio-campo. Tudo mudou, no entanto, com a contratação de Rúben Amorim. "Houve uma alteração de sistema, ele tirou um médio para colocar mais um defesa. Na cabeça dos treinadores, como eu não tenho características muito defensivas, eles acham que, quando jogamos só com dois no meio-campo, eu sou menos um para defender. Eles sentem que vou dar muito à equipa com bola, mas que depois posso criar desequilíbrios no processo defensivo. Sendo assim, ou tenho um treinador que confia que vou fazer bem os dois papéis [como foi o caso de Abel Ferreira] ou sentirei dificuldades", disse. "No caso do mister Rúben, falámos muitas vezes sobre o assunto. Ele teve um grande sucesso e só seu eu fosse estúpido é que ia questionar as suas opções quando estávamos a ganhar os jogos todos", rematou, por entre sorrisos.