"Gosto que os jogadores falem, eu colocava problemas ao Sérgio Conceição"

"Gosto que os jogadores falem, eu colocava problemas ao Sérgio Conceição"

Custódio falou ao site do Braga sobre a mudança de "chip" para treinador e recordou as referências que o levaram a optar por essa via.

Custódio assumiu o comando técnico da equipa principal do Braga após a saída de Rúben Amorim para o Sporting. Entretanto, o futebol parou devido à pandemia de covid-19 e a evolução do novo treinador dos arsenalistas também enfrentou um travão.

Em entrevista ao site do Braga, Custódio recorda os fatores que o levaram a seguir a via do banco e lembrou alguns dos nomes que ainda hoje lhe servem de referência.

"Sempre me fascinou a razão do que fazíamos. Já com 22/23 anos eu sentia que tinha de perceber muito bem as coisas, mais do que muitos dos meus colegas, que porventura tinham uma competência e uma sensibilidade enormes para o jogo, mas não refletiam sobre ele, pelo que o que faziam era automático e vinha da grande aptidão que tinham enquanto jogadores", começa por referir o antigo médio, que diz ser a favor de ouvir as opiniões dos jogadores que treina:

"Hoje sinto que os jogadores são muito reservados perante o treinador e eu não gosto disso, gosto de os pôr a falar. (...) No Braga, por exemplo, gostava de discutir com o Sérgio Conceição, gostava de lhe pôr problemas. O Paulo Bento, que foi meu colega e depois meu treinador, também era alguém que estimulava esse debate", explica Custódio, que aponta outras referências: José Mourinho, Jorge Jesus, Paulo Fonseca, Fernando Santos, Manuel José e Vítor Oliveira. A terminar, destaca um nome do passado recente, Abel Ferreira.

"Bebi muito e de muitas fontes, para mim foi um privilégio ter estado perto do Abel quando fui adjunto do Braga B e ele estava na equipa principal. Nessa fase, que foi importante para a organização das minhas ideias, percebi que há várias coisas que partilhamos", remata Custódio.

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