Braga quer voltar ao Estádio 1.º de Maio e paga a requalificação

Braga quer voltar ao Estádio 1.º de Maio e paga a requalificação
Tomaz Andrade

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Clube tem um projeto para regressar ao histórico espaço, mas a Câmara Municipal de Braga não concorda com a ideia.

O Braga quer voltar a jogar no Estádio 1.º de Maio e fazer daquele recinto a sua casa oficial, ao invés de utilizar o Estádio Municipal de Braga, propriedade da autarquia local.

O clube liderado por António Salvador entregou em dezembro uma proposta ao autarca Ricardo Rio, em que se compromete a pagar as obras de requalificação do 1º de Maio, orçadas em 60 milhões de euros, e em troca pede a cedência dos terrenos onde está o antigo recinto.

Entende o Braga que a requalificação do histórico estádio servirá mais apropriadamente os interesses do clube e dos seus sócios. Caso o projeto vá para a frente, o clube arsenalista ficará com um recinto com capacidade para cerca de 20 mil lugares e direcionado para as famílias e serviços comerciais, isto devido à localização privilegiado do espaço, situado em plena cidade.

O presidente da Câmara Municipal de Braga não concorda com o projeto e, em declarações à RUM, disse ter rejeitado a ideia. "Não houve adesão à proposta. Há uns meses foi apresentada uma proposta à Câmara Municipal para a construção de um novo estádio, no local onde agora está o 1.º de Maio", disse Ricardo Rio.

Apesar de o autarca ter falado na construção de um novo estádio, a ideia do Braga é somente a da requalificação do antigo espaço.

Certo é que o atual Estádio Municipal de Braga, elaborado pelo arquiteto Souto de Moura, não serve nem os interesses do clube nem os da autarquia. "Esta vontade que me foi transmitida pelo presidente [do Braga] vem corroborar uma conclusão que já muitos bracarenses tinham tirado, que é a de que o novo Estádio Municipal foi um desbaratar de recursos públicos, que nem sequer serve ao SC Braga", disse ainda Ricardo Rio. A Pedreira teve um custo total superior a 160 milhões de euros.