Novo Banco emprestou 28 milhões de euros ao Benfica

Novo Banco emprestou 28 milhões de euros ao Benfica
Redação

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SAD encaixou 28 milhões de euros no primeiro semestre do ano através de instrumento do Novo Banco

O último relatório e contas, referente ao período de julho de 2019 a junho de 2020, entregue à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e revelado esta semana, informou o mercado da operação levada a cabo pela SAD e que foi sustentada num financiamento junto do Novo Banco, que remonta ainda ao antigo Banco Espírito Santo.

No primeiro semestre deste ano, os dirigentes encarnados optaram por ativar um instrumento de crédito, recorrendo à referida instituição bancária, ainda envolvida em constantes polémicas, para encaixar 28 115 milhões de euros. Esta linha de crédito, que terá sido reconstituída em 2017, foi iniciada durante o exercício de 2008/09, já com Luís Filipe Vieira a presidente, e utilizada para necessidade de curto prazo, com reembolsos igualmente em período de tempo muito reduzidos.

Este acionamento da linha de crédito do Novo Banco coincidiu com o contexto de pandemia, de quebra abrupta de receitas e, em paralelo, com o reembolso pendente de um empréstimo obrigacionista de 48 milhões de euros e outro parcial, e voluntário, por parte da SAD, de 25 milhões de euros.

A ligação não foi inscrita no relatório e contas, mas a referida linha de crédito foi mesmo acionada pelos encarnados, sendo somada esta dívida a dois empréstimos que constam no mesmo documento. Um deles de 1,21 milhões de euros, contraído junto da Caixa Geral de Depósitos, e outro de 5,94 milhões, negociado com o Montepio.

Esta operação, segundo foi explicado a O JOGO, não se trata então de um empréstimo corrente, é antes uma conta caucionada existente para necessidades de tesouraria de curto prazo, que acontece com qualquer entidade que tenha bom crédito bancário. Existe desde 2008, foi reestruturada em 2017 e o Benfica entendeu usá-la este ano como prática normal de gestão.

Além disso, ocorreu contra a tendência evidenciada nos últimos anos pelas águias, que reduziram o passivo bancário e dependência dos bancos a valores bastante reduzidos, aumentando a utilização dos empréstimos obrigacionistas.