
Rui Pinto começou a ser julgado
Patrícia de Melo Moreira/AFP
Criador do Football Leaks começou a ser julgado esta sexta-feira.
Rui Pinto começou esta sexta-feira a ser julgado e após a primeira sessão do julgamento escreveu um curioso tweet nas redes sociais, afirmando que usou colete à prova de balas.
"O julgamento começou com as medidas de segurança mais elevadas que Portugal alguma vez viu. Eu até usei colete à prova de balas. É o que acontece quando você expõe corrupção e lavagem de dinheiro", escreveu.
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O julgamento do caso Football Leaks começou com o principal arguido, Rui Pinto, a afirmar perante o coletivo de juízes que o seu "trabalho como "whistleblower" (denunciante) está terminado" e que nunca recebeu dinheiro pela divulgação de documentos confidenciais do mundo do futebol e alegados esquemas de evasão fiscal.
"O meu trabalho como "whistleblower" está terminado. Nunca recebi dinheiro pelo que fiz. Não sou "hacker", sou denunciante. Tornei pública muita informação importante, que de outra forma nunca seria conhecida", afirmou Rui Pinto.
O criador da plataforma eletrónica Football Leaks, que não quis comentar factos concretos, manifestou-se "indignado" com o que descobriu e disponível para "continuar a colaborar com as autoridades", assinalando que estão em curso "inquéritos importantes que foram iniciados" com as suas denúncias.
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Rui Pinto, de 31 anos, vai responder por um total de 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo, visando entidades como o Sporting, a Doyen, a sociedade de advogados PLMJ, a Federação Portuguesa de Futebol e a Procuradoria-Geral da República, e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por extorsão, na forma tentada.
Encontra-se em liberdade desde 7 de agosto, "devido à sua colaboração" com a Polícia Judiciária (PJ) e ao seu "sentido crítico", mas está, por questões de segurança, inserido no programa de proteção de testemunhas em local não revelado e sob proteção policial.
