
Francisco Neto
FPF
Declarações em conferência de imprensa após o jogo Portugal - Finlândia (2-0), da primeira jornada do Grupo B3 de qualificação para o Mundial feminino de futebol de 2027, disputado esta terça-feira no Estádio do Futebol Clube de Vizela
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Francisco Neto (selecionador de Portugal): "O nosso ADN é dominar o jogo. O triunfo foi justo. Peca por tardio. Poderíamos ter feito golos antes. Criámos oportunidades para isso. Chegámos muito ao último terço, mas faltou-nos algum critério. Seria importante ter mais critério para marcar mais cedo e obrigar a Finlândia a estender-se mais no terreno. A Finlândia mostrou-se diferente do que tinha mostrado no Europeu [de 2025]. A diferença no ranking é de um lugar, mas hoje foi maior. Temos de ser consistentes nestes jogos. Havia o lado estratégico que estava bem definido [a propósito das substituições que conduziram aos golos nos descontos]. Dissemos às jogadoras para chutarem à baliza. A Lúcia [Alves] cumpriu. É preciso ressalvar que quem entrou de início desgastou a equipa da Finlândia. E quem entra acrescenta. Na palestra, não lhes chamamos suplentes. Chamamos-lhes "game changers". Elas são modificadoras do jogo. Toda a gente tem o seu papel. É sempre importante ganhar contra a outra equipa que, neste grupo da Liga B, esteve no Europeu. É também importante pelos números. É muito importante ter uma vantagem de dois golos. Vamos jogar à Finlândia em junho, no último jogo do grupo, quando o campeonato finlandês está a meio. Gostaria até que a "almofada" fosse maior, mas esta vitória só faz sentido se continuarmos a ganhar. Queremos jogar 10 jogos com mentalidade de "final" [fase de grupos e play-offs] para ir ao Campeonato do Mundo. A Tatiana Pinto entrou neste estágio para o grupo das capitãs, pelo sentimento e pela postura que ela tem. A cuidar e a liderar, temos muitas atletas a fazê-lo, sem serem capitãs, mas ela entrou para esse lote".
Tatiana Pinto (jogadora de Portugal): "Não resta sombra de dúvida que fomos uma equipa altamente dominadora. Controlámos todos os momentos do jogo. Não concedemos grandes oportunidades ao adversário. Criámos situações suficientes para estar em vantagem um bocadinho mais cedo. É importante realçar que mostrámos o "ADN de Portugal". Gostava de ressalvar a energia das colegas que entraram desde o banco. O futebol é mesmo assim [pelo facto de os golos terem surgido nos descontos, marcados por duas jogadoras saídas do banco]. Estávamos a perceber que o tempo de jogo estava a terminar. Estávamos a investir muito em cruzamentos, com muitas jogadoras a chegar à área. Quando é assim, expomo-nos mais. Sou a responsável pelo penálti. Vou ter de pagar um almoço à Inês [por defender a grande penalidade]".

