Começou no futsal, passou pelo Sporting e agora sonha com a Seleção no Amora

Nadine Cordeiro alimenta o sonho de chegar à Seleção Nacional
Amora/André F. Tenente
A médio Nadine Cordeiro, que chegou ao Amora na época 2019/20, corre atrás de uma bola desde que se lembra...
"Desde pequenina que ando sempre com uma bola atrás", foi desta forma que Nadine Cordeiro, médio do Amora, explicou a paixão que tem pelo futebol.
Trocou as quadras pelos relvados aos 13 anos, quando se mudou para a Escola Futebol Feminino de Setúbal. Seguiu-se Estoril, Sporting e Amora, clube onde garante ter sido "bem recebida"
Começou por "seguir os passos dos irmãos" quando ingressou no futsal, ainda em tenra idade. Jogou em equipas mistas, mas, aos 13 anos, quando teve de começar a jogar em equipas femininas, mudou-se para o futebol para Escola Futebol Feminino de Setúbal. "Nessa ano de transição, a equipa que tinha de futsal acabou, então decidi experimentar o futebol de onze. Gostei e fiquei", contou.
No percurso, a médio, de 24 anos, conta com passagens por Estoril, Sporting e, mais recentemente, Amora. Nas leoas, a experiência foi boa, mas a vontade de ter mais minutos foi crucial para a saída. "Quando recebi a proposta do Sporting foi impossível recusar. É diferente estar num clube grande, e ainda por cima profissional; é muito mais exigente, temos de dar muito mais de nós. Tinha poucos minutos de jogo e queria jogar, quero estar no clube, dar sempre o melhor de mim, sim, mas o melhor de tudo era o jogo e eu não jogava muito. Decidi deixar o meu clube do coração, mas às vezes mais vale dar um passo atrás para depois dar dois em frente", sublinhou a jogadora portuguesa.
Na terceira temporada no Amora, a médio, de 24 anos, já soma um golo e uma assistência em três jogos disputados. Marcou e assistiu na vitória expressiva diante do Atlético (5-1), referente à jornada inaugural da zona sul
Em 2019/2020 mudou-se de armas e bagagens para o Amora, na altura para disputar a segunda divisão, num clube onde diz estar "muito bem". "Fui para o Amora para ajudar o clube a subir à primeira divisão, conseguimos e desde então fiquei no Amora. Fui bem recebida", enalteceu, referindo ainda que, "apesar de não ser uma equipa profissional", as condições do clube "são ótimas".
A aposta na formação também é uma mais-valia: "O projeto no futebol feminino passa por alargar as bases e aumentar o número de meninas na formação. Haver formação, tanto no Amora como nos outros clubes, é ótimo para as jogadoras irem de escalão em escalão e não darem um pulo tão grande para o patamar sénior, como aconteceu comigo", lembrou Nadine.
Esta época, a equipa soma uma vitória, dois empates e uma derrota. O objetivo passa por atingir a fase de apuramento de campeão. "Como o ano passado não conseguimos, este ano estamos a fazer de tudo para atingir essa fase", completou.
Cláudia Neto é uma referência
No mundo do futebol feminino, Nadine Cordeiro tem como referência a médio Cláudia Neto, a quem teceu elogios. "Adoro a qualidade, a garra e o esforço dela. Nunca joguei com ela, e é uma pena. E tive mais pena ainda quando soube que ela se tinha retirado da Seleção Nacional", contou, revelando ainda a ambição que tem de chegar à equipa principal: "Já estive nas sub-16, sub-17 e sub-19, falta-me chegar à equipa A", disse. Para o futuro, além da Seleção Nacional, Nadine ambiciona "ganhar títulos com o Amora" e "jogar fora do país".
