Antigo craque argentino vestiu a camisola de Real Madrid e Benfica na carreira
Javier Saviola, antigo avançado argentino, representou Real Madrid e Benfica na carreira e, desse modo, segue com atenção o play-off de acesso aos "oitavos" da Champions entre as duas equipas. Uma eliminatória marcada por alegados insultos racistas de Prestianni a Vinícius Júnior, no jogo da Luz.
"Não se fala de outra coisa. Infelizmente, isso afeta o futebol, porque os jovens assistem aos jogos. A FIFA e a UEFA estão muito empenhadas em erradicar o racismo, tem sido feito um trabalho enorme e este episódio manchou a vitória do Real Madrid e um jogo emocionante. É a palavra de um contra a do outro e é difícil analisar a situação de fora, mas se é verdade que houve um ato de racismo, é preciso aplicar medidas severas", declarou em entrevista ao jornal As.
No que toca ao jogo, Saviola lembrou a forma como o Real Madrid se apresentou para a primeira mão, depois de na fase de liga ter sido derrotado por 4-2. "No primeiro jogo, o Benfica perdeu o medo, enfrentou o adversário, pressionou e criou muitas oportunidades de golo numa partida emocionante. No segundo, parecia que o primeiro não tinha existido, pois foi totalmente diferente. O Real Madrid recuperou a iniciativa, foi sólido na defesa, recuperou a bola rapidamente e o Benfica não conseguiu entrar no jogo", lembrou. "O Real Madrid aprendeu a lição e o Benfica percebeu que a forma de enfrentá-los é como fez naquela ocasião. Dar a iniciativa ao Real Madrid significará perder o jogo. Recuar e especular não é uma boa ideia. Do lado do Real Madrid, está claro que se repetir o que fez no último duelo terá mais opções", vincou.
Convidado a dar um prognóstico, disse: "Vendo os jogos anteriores, acho que haverá muitos golos, por isso diria um 2-2 no Bernabéu. O Real Madrid passa."
Saviola passou também pelo Barcelona. "Passei cinco temporadas lá, mas nos dois anos no Real Madrid fui tratado de forma maravilhosa e é um privilégio poder ir aos dois estádios sentindo-me querido. De branco, faltou-me continuidade para ser mais reconhecido e lembrado, mas sinto-me respeitado. E no Benfica passei uma das fases mais bonitas da minha carreira, com Jorge Jesus no banco e companheiros como Aimar, Di María, Luisão e David Luiz. Juntos, conseguimos travar a hegemonia do FC Porto e isso não se esquece na Luz", rematou.