
Dedic no jogo da primeira mão
Mário Vasa
Carlos Carvalhal, treinador português, afirma que é difícil dar a volta no Bernabéu, mas não descarta uma surpresa
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O Benfica joga esta quarta-feira no Santiago Bernabéu para a segunda mão do play-off de acesso aos "oitavos" da Champions, num palco onde tentará dar a volta à derrota, por um golo sem resposta, na Luz. Carlos Carvalhal acredita que se trata de uma missão de difícil alcance para as águias, mas não impossível.
"Tudo é possível, mas é muito difícil. Neste momento, o Real Madrid tem tudo para passar, mas é futebol. Nós sabemos como é o futebol. Se conseguires aguentar o 0-0 até aos 75-80 minutos, hoje em dia, o Benfica tem jogadores no banco que em 10-15 minutos podem transformar algo. Isso também pode acontecer. Mas é muito difícil, porque o Real Madrid certamente não vai jogar com linhas baixas para defender, porque não é o seu perfil, não é o seu ADN, mas vai querer assumir o jogo. Há uma percentagem muito alta para o Real Madrid e uma muito pequena para o Benfica", analisou, em entrevista ao jornal As.
Expulso no primeiro jogo, Mourinho não estará no banco. " Acho que ele gostaria de estar no Bernabéu porque é bem-vindo no clube. Pelo menos era assim, não? Mourinho faz falta ao Benfica no Bernabéu", disse o experiente treinador português.
O duelo da semana passada foi recordado. "Até aos 20 minutos, o jogo estava equilibrado. Depois, acho que o que se destacou foi a qualidade individual e coletiva do Real Madrid. Essa qualidade individual e coletiva impôs-se completamente. Ao contrário do Real Madrid, que defendia normalmente com duas linhas de quatro, com oito, o Benfica defendia com os onze. Quando recuperava a bola, tentava sair e nunca conseguia. Acho que foi mais mérito do Real Madrid do que demérito do Benfica", rematou Carvalhal.

