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Rafael Leão trocou Benfica pelo Sporting: "Tinha assinado, mas não cumpriram. Fiquei zangado"

Rafael Leão marcou o golo que deu a vitória ao Milan EPA

Avançado do Milan abordou vários temas em entrevista à CBS

Em longa entrevista à CBS, Rafael Leão abordou o seu início de carreira, a relação com Ronaldo, a perda de Diogo Jota e a presença de Ibrahimovic no Milan, pelo qual os norte-americanos têm natural interesse dada a sua passagem pela MLS.

"Comecei tarde, aos 7 ou 8 anos. Antes de assinar com o Sporting, já tinha assinado com o Benfica. Na altura, o meu pai não podia levar-me, porque não tinha carro. O Benfica ofereceu-se para me ir buscar depois da escola. Eu era adepto do Benfica na altura. Mas o que me foi prometido não foi cumprido. Então, assinei pelo Sporting. Quando és criança, só queres jogar futebol e, quando se é adepto, queres jogar por esse clube. Fiquei zangado. A vida levou-me para o rival, o Sporting apareceu e foi assim que tudo começou", explicou.

Depois, falou do salto do Lille para o Milan: "O Inter ligou para o diretor-desportivo Luís Campos e disse que estava interessado. Eu não tinha certezas, mas no passado acompanhava o Milan com Maldini, Ronaldinho, o meu ídolo. Não o Inter. Eu disse: 'vou ficar mais um ano'. Terminámos em segundo lugar no campeonato e teríamos jogado na Liga dos Campeões no ano seguinte. Mas depois Luís Campos disse-me: 'O Milan quer-te. Acho que o negócio será fechado em alguns dias. Nos treinos, jogas a primeira parte, não a segunda. Não tomamos riscos. Alguém quer falar contigo em dez minutos', e era uma videochamada com Maldini. Ele perguntou como estava, disse que me acompanharam durante a temporada e perguntou se queria fazer parte da família rossoneri. Fui direto para a assinatura de contrato."

A morte de Diogo Jota também foi tema na entrevista: "Duas semanas antes do seu falecimento, ele estava connosco na Seleção, a celebrar. Todos nós nos preocupávamos com ele. Era um bom colega e queria ajudar todos. Foi devastador. Pensamos nele em cada jogo e imaginamos como celebraria um golo. O Mundial era uma competição em que o Diogo Jota queria estar. Vamos dar o nosso máximo por ele e tentar deixá-lo orgulhoso."

Redação O JOGO